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Procuradoria dá parecer favorável à ida de Geddel para o semiaberto

Decisão a respeito do caso relacionado bunker com R$ 51 milhões caberá ao ministro Edson Fachin

Brasil|Da Agência Brasil

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Geddel está preso desde julho de 2017
Geddel está preso desde julho de 2017

A PGR (Procuradoria-Geral da República) enviou nesta segunda-feira (3) ao STF (Supremo Tribunal Federal) parecer favorável à concessão do regime de prisão semiaberta ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, que está preso desde julho de 2017.

Em outubro do ano passado, Geddel foi condenado pela Segunda Turma do STF a 14 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa na ação penal do caso relacionado aos R$ 51 milhões em espécie encontrados pela PF (Polícia Federal) em um apartamento localizado em Salvador.


O parecer da PGR, assinado pela subprocuradora Lindôra Araujo, foi motivado por um pedido da defesa do ex-ministro ao Supremo. Segundo os advogados, Geddel pode passar para o regime semiaberto, no qual o preso é autorizado a sair durante o dia para trabalhar e retorna ao presídio à noite.

Leia mais: PF acha malas de dinheiro em suposto apartamento de Geddel


Segundo a procuradora, o ex-ministro preenche os requisitos legais e tem direito à progressão de pena. "O réu foi condenado nesta ação penal a 14 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, bem como ao pagamento de 106 dias-multa. Desse modo, deve cumprir 29 meses e 18 dias para fazer jus ao beneficio pleiteado. Considerando que a prisão preventiva foi implementada em 03/07/2017, o requisito objetivo foi satisfeito". disse Lindôra.

A decisão caberá ao relator do caso, ministro Edson Fachin.

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