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Projeto de ajuda a estados prevê repasse de R$ 18,7 bi para SP

Depois de São Paulo, os estados com os maiores repasses são o Rio de Janeiro, com R$ 12,5 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 8,5 bilhões

Brasil|Do R7, com Agência Senado

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Sessão remota do Senado está marcada para este sábado
Sessão remota do Senado está marcada para este sábado

O projeto de lei de compensação a estados e municípios pela perda de arrecadação provocada pela pandemia de coronavírus prevê repasse da União de R$ 60 bilhões. O estado de São Paulo é o que terá a maior verba, R$ 18,7 bilhões. 

O projeto foi apresentado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), nesta quinta-feira (30). O texto, um substitutivo à proposta já aprovada na Câmara dos Deputados, será votado neste sábado (2), a partir das 16h, em sessão extraordinária deliberativa remota. Esse projeto será o único item da pauta.


Esse recurso deverá ser aplicado pelos poderes executivos locais em ações de enfrentamento à covid-19 e na diminuição dos efeitos financeiros da pandemia. Parte desses recursos também serão utilizados para o pagamento de profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) e no Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

As verbas serão transferidas de acordo com a população de cada ente federado, calculada a partir dos dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


O montante deverá ser distribuído da seguinte forma:

- R$ 10 bilhões para ações de saúde e assistência social, divididos entre estados e Distrito Federal (R$ 7 bilhões), e municípios (R$ 3 bilhões);


- R$ 50 bilhões, sendo a metade (R$ 25 bilhões) para estados e Distrito Federal, e a outra metade (R$ 25 bilhões) para municípios.

Arrecadação


De acordo com dados preliminares do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em março a arrecadação de ICMS — imposto de competência dos estados — caiu mais de 30% em relação ao ano passado.

Conhecida em sua versão original como Plano Mansueto, o PLP 149/2019 visa repassar recursos a estados e municípios para auxiliá-los nas despesas relativas ao enfrentamento da pandemia de covid-19.

Davi Alcolumbre declarou que pretende chegar a um texto que concilie os interesses regionais, do governo federal e do Congresso. Para isso, participou de reuniões nesta semana com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Congelamento

Uma das medidas propostas pelo presidente do Senado em seu relatório é o congelamento dos salários de servidores públicos municipais, estaduais e federais até o fim do próximo ano, como contrapartida aos repasses da União a estados e municípios. A estimativa é que o congelamento resultaria em uma economia de cerca de R$ 130 bilhões.

O texto também prevê a atenuação de algumas exigências previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para a contratação de operações de crédito e aumento de despesas.

O substitutivo cria o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus SARS-CoV-2 para permitir, além da suspensão dos salários, a suspensão dos pagamentos das dívidas contratadas entre a União, os estados e o Distrito Federal.

Outro ponto importante do projeto é a reestruturação das operações de crédito internas e externas: contratos de empréstimo já firmados com bancos privados e organismos multilaterais poderão ser negociados diretamente com o credor, mantido o aval da União.

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