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Promessa da Câmara de poupar R$ 24 mi fica para 2014

Henrique Alves (PMDB-RN) havia proposto instalar pontos biométricos na Casa até fim de 2013

Brasil|Do R7

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Alves não conseguiu cumprir meta de economizar R$ 24 milhões
Alves não conseguiu cumprir meta de economizar R$ 24 milhões

A promessa do presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de economizar cerca de R$ 24 milhões com a instalação de pontos biométricos na Casa chegou ao final do ano de 2013 sem previsão de ser cumprida.

O anúncio do novo sistema de registro de frequência destinado aos servidores e funcionários com indicação política foi feito em março, com objetivo de reduzir o impacto negativo junto à opinião pública com aumento realizado no mesmo período da verba de gabinete dos deputados e da criação de novas estruturas.


No caso do "cotão", como são chamados os benefícios dados aos deputados com passagens, telefonia, entre outros, o aumento foi de 12,7%, o que gerou um impacto de R$ 22,6 milhões. Já os projetos que criaram os novos órgãos e funções comissionadas representaram um desembolso de R$ 7 milhões em 2013 e de R$ 8,9 milhões em 2014.

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O sistema biométrico é adotado pelo Senado desde abril de 2011. A decisão por parte da direção do Senado ocorreu após uma série de mudanças administrativas realizadas a partir de 2009 quando o Estado revelou o uso de "atos secretos" para nomear parentes, amigos e criar benesses para servidores e senadores.

O modelo adotado pelo Senado, segundo integrantes da assessoria técnica da Câmara, não é o adequado à realidade da Casa. Entre as críticas estaria a possibilidade do surgimento de um acúmulo de horas extras por parte dos servidores, o que poderia causar um rombo nas contas da instituição num futuro próximo.


Oficialmente, a Câmara alegou, por meio de nota da assessoria, que em razão de problemas técnicos não foi possível instalar o sistema de controle de frequência dos servidores.

— A instalação do sistema de ponto eletrônico na Câmara dos Deputados está prevista para o primeiro semestre de 2014. O sistema não foi instalado até agora por problemas técnicos, que têm exigido a realização de adaptações às demandas de horário e de trabalho dos diversos setores da Casa.

A nota diz ainda que, "a princípio, todos os servidores — ocupantes de cargo efetivo, de natureza especial e de secretário parlamentar — serão submetidos ao sistema de ponto eletrônico".

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