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Promotoria vai apurar agressão a fotógrafo sósia de Lula

Beto Novaes estava trabalhando e foi agredido com chutes por um grupo de pessoas

Brasil|Do R7

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Fotógrafo foi agredido durante protesto em Belo Horizonte
Fotógrafo foi agredido durante protesto em Belo Horizonte

O Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais pediu à Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual a abertura de investigação sobre agressão sofrida pelo fotógrafo Beto Novaes, do jornal Estado de Minas, durante a cobertura da manifestação contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), no último domingo (12), em Belo Horizonte.

Beto, que tem semelhanças físicas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contou ter ouvido, desde o começo da cobertura, por volta das 10h, pedidos para que deixasse o local da concentração do evento — na Praça da Liberdade, região centro-sul da capital mineira.

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— No início da tarde, ao atender solicitação de uma manifestante para que tirasse uma foto ao seu lado, fui agredido com chutes por um grupo de pessoas.

Depois de relatar o episódio ao comando do seu jornal, Beto retornou à redação. A ocorrência não foi registrada na polícia.

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A assessoria do Ministério Público confirmou o recebimento do pedido de investigação e informou que a promotoria irá avaliar os procedimentos a serem tomados. O primeiro poderá ser um pedido de apuração policial.

Segundo o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Kerison Lopes, a agressão ao fotógrafo do Estado de Minas é o "ápice da irracionalidade".

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— Beto foi agredido única e exclusivamente pelo fato de se parecer com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lopes disse ainda que já foi solicitada também audiência na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa para tratar do caso.

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Hostilidades

Em nota conjunta, o Sindicato dos Jornalistas e a Arfoc (Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos de Minas Gerais) afirmam que outros profissionais de imprensa foram hostilizados na manifestação de domingo, sem, no entanto, agressões físicas. O texto afirma que todos os relatos serão encaminhados para investigação.

Exclusão

O coordenador do Movimento Vem Pra Rua em Minas — principal organizador de protestos contra Dilma e o PT no Estado —, Daniel Dayrell, descarta que integrantes do grupo tenham participado das agressões ao fotógrafo.

— Nas redes sociais, quando percebemos que alguém se altera, fazemos um pedido para que mude o comportamento. Caso não dê resultado, a pessoa é excluída do grupo.

O Estado de Minas, em nota, repudiou a agressão e destacou que "o direito de informar, sem qualquer tipo de cerceamento ou intimidação, é prerrogativa da liberdade de expressão".

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