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Protestos se espalham pelo EUA; mais soldados são enviados a Ferguson após violência

Brasil|Do R7

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Por Ellen Wulfhorst e Daniel Wallis e Edward McAllister

FERGUSON, Estados Unidos (Reuters) - Cerca de 2.000 homens da Guarda Nacional enviados à região de St. Louis ajudaram a polícia a evitar uma segunda noite de protestos violentos e vandalismo, à medida que os protestos se espalharam para várias cidades dos Estados Unidos após um júri ter decidido não indiciar um policial branco que matou um jovem negro desarmado.

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O presidente Barack Obama fez um apelo por diálogo, e o secretário de Justiça do governo prometeu que uma investigação federal sobre a morte de Michael Brown, de 18 anos, em agosto, será rigorosa.

O policial Darren Wilson, que atirou no jovem, disse que sua consciência está tranquila.

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Apesar do reforço na presença dos agentes de segurança em Ferguson, um carro de polícia foi incendiado perto da prefeitura ao anoitecer, e a polícia lançou bombas de fumaça e gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes.

Uma multidão de manifestantes depois se reuniu perto do quartel-general da polícia, entrando em confronto com policiais que utilizaram spray de pimenta.

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A multidão, no entanto, era menor e menos agitada do que na segunda-feira, quando cerca de 12 imóveis comerciais foram incendiados e outros foram saqueados, em meio a troca de tiros esporádicas por parte dos manifestantes e bombas de gás disparadas pela polícia.

Mais de 60 pessoas foram presas na segunda, ante 44 detenções na noite de terça, de acordo com a polícia.

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A agitação em torno da morte de Brown em Ferguson, uma cidade predominantemente negra com uma estrutura de poder dominada pelos brancos, destacou a natureza muitas vezes tensa das relações raciais nos EUA e os laços instáveis entre a polícia e as comunidades afroamericanos.

Protestos também ocorreram em outras cidades norte-americanas na terça-feira, de Los Angeles à capital Washington.

O policial Wilson, que poderia ter enfrentado acusações que vão desde homicídio involuntário a assassinato em primeiro grau, disse em entrevista à ABC News que não havia nada que poderia ter feito de forma diferente em seu confronto com Brown que poderia evitar a morte do adolescente.

"A razão pela qual eu tenho a consciência limpa é porque eu sei que eu fiz o meu trabalho direito", disse ele, acrescentando que não teria agido de forma diferente se Brown fosse branco.

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