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PSDB pede cassação de deputado petista por quebra de decoro ao provocar Barbosa

Tucanos alegam que repetição gestos de Dirceu e Genoino, de André Vargas, é apologia ao crime

Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

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Oposição entende que gesto de Vargas foi provocação a Barbosa
Oposição entende que gesto de Vargas foi provocação a Barbosa

O PSDB apresentou, nesta terça-feira (4), uma representação contra o vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), alegando que as provocações feitas ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, durante a sessão solene de abertura do ano legislativo configuram quebra de decoro parlamentar.

Os tucanos entendem que ao levantar o braço com o punho fechado, repetindo o gesto feito pelo ex-ministro José Dirceu e pelo ex-deputado José Genoino no momento das prisões, Vargas fez apologia ao crime.


Para o líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), a postura do vice-presidente da Câmara foi de “deboche”.

— É um comportamento condenável, reprovável, um deboche, um desrespeito ao presidente do Supremo Tribunal Federal. Passa de todos os limites e significa, no nosso entendimento, quebra de decoro. Isso é apologia ao crime e nós não aceitamos isso.


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Os deputados petistas evitaram comentar o assunto, alegando que não tinham presenciado a cena de André Vargas fazendo os gestos dos condenados ao lado de Joaquim Barbosa.


O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), lembrou que outras representações contra manifestações que chamou de “antirregimentais” já foram apresentadas, mas não viraram denúncia.

— Eu estava na liderança do governo e não vi o gesto, então não tenho elementos [para julgar]. No entanto, já houve manifestações antirregimentais [...] já houve representações quanto à quebra de decoro frente a parlamentares de partidos variados e isso não necessariamente implica em acatamento da denúncia.


Saudação aos companheiros

Após a representação do PSDB, o deputado André Vargas divulgou uma nota com uma fotografia em que ele aparece apertando a mão de Joaquim Barbosa.

O vice-presidente da Câmara alega que sempre pautou sua vida pública “em defesa e respeito às instituições” e que foi dessa forma que se direcionou ao presidente do STF. Segundo ele, “o gesto que ocasionou tal polêmica” foi uma saudação direcionada aos “companheiros de plenário”.

Na última segunda-feira (3), no entanto, Vargas admitiu que o gesto era uma forma de protesto.

— O ministro, presidente do Supremo, está em nossa Casa. Ele é um visitante, tem o nosso respeito, mas nós estamos bastante à vontade para cumprimentar do jeito que a gente achar que deve.

Sobre as mensagens que ele troca com um amigo e diz que insinua que gostaria e dar uma cotovelada em Barbosa, Vargas diz que são privadas e por isso configuram quebra de sigilo.

— Esclareço que, além de não serem ofensivas, [as mensagens] são de cunho privado.

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