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PT não conseguiu mudar lógica da relação política, admite Carvalho

"Do ponto de vista da lógica da relação política, nós não mudamos", disse o ministro no Senado

Brasil|Do R7

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"Conseguimos fazer mudança na autoestima do povo", defendeu
"Conseguimos fazer mudança na autoestima do povo", defendeu

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, rebateu nesta terça-feira as críticas feitas pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS) de que "o governo do PT foi igual aos outros", mas reconheceu que o Partido dos Trabalhadores não conseguiu implantar mudanças, do ponto de vista da "relação política".

— Não concordo que foi igual, porque, se tenho orgulho na minha vida, é que nós, com todos nossos erros e limitações, conseguimos fazer mudança na autoestima do povo e permitir que mais de 40 milhões de brasileiros voltassem a ter o mínimo de dignidade. Eu acho que isso nos salva, digamos assim.


Carvalho falou ao participar hoje de audiência pública no Senado Federal para tratar do controverso decreto que institui a política nacional de participação social.

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No Congresso Nacional, parlamentares da oposição se mobilizam para derrubar o decreto da presidente Dilma Rousseff, publicado em maio passado. Para evitar a derrota política do governo, Carvalho participaria de outra audiência pública nesta terça, marcada para as 14h30.

— É verdade que, do ponto de vista da lógica da relação política, nós [o governo do PT] não mudamos. E infelizmente com tristeza que vejo que nos adaptamos ao que estava dado aqui, e aí não há outro jeito, a bendita da reforma política, a meu juízo, é a única forma que nós temos para alterar essa relação, porque a fisiologia, ao fim e ao cabo, decorre de um sistema eleitoral onde o poder econômico tem poder. Me dá desespero pensar que, cada vez mais, o critério de eleição de alguém é a sua capacidade de manusear recursos, de angariar recursos. Uma vez ganhado esse recurso, cria dependência.


O ministro defendeu "libertar" parlamentares e candidatos "dessa dependência, acabando com a perversidade do financiamento empresarial de campanha".

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