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Querem criar 'conotação política' com corte em orçamento da PF, diz petista

Paulo Pimenta disse que corte ficou dentro da "média" imposta a todo o serviço público

Brasil|Do R7

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Paulo Pimenta disse que, se for necessário, serão liberados créditos suplementares para a Policia Federal
Paulo Pimenta disse que, se for necessário, serão liberados créditos suplementares para a Policia Federal

O líder do governo na Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou nesta quarta-feira (6) que há uma tentativa de criar uma "conotação política" no debate sobre o corte de R$ 133 milhões no orçamento da Polícia Federal para este ano.

O petista destacou que a restrição à verba da PF ficou dentro da "média" imposta a todo o serviço público.


— É uma tentativa de criar uma conotação política para um assunto que não tem — afirmou ele, em entrevista à reportagem.

— Por que razão só eles não teriam corte? É um assunto orçamentário.


O líder do governo na CMO disse que, durante a discussão do orçamento da corporação, representantes do Ministério da Justiça ao qual a PF é vinculada, estiveram na comissão para discutir formas de melhorar a verba para a instituição em 2016.

O próprio Pimenta afirmou que, após o encontro, apresentou um destaque para recompor em R$ 20 milhões o corte no orçamento da instituição - com a aprovação, a tesourada ficou em R$ 133 milhões, ou 3,7% do total.


Ainda assim, Paulo Pimenta defendeu que, se for necessário, o Congresso pode aprovar um projeto de crédito suplementar para aumentar o orçamento da corporação.

— É natural que, durante o ano, na medida da necessidade, os créditos suplementares sejam feitos, faz parte do dia a dia da administração — disse o petista, minimizando a discussão.


O relator-geral do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), já havia dito que todos os órgãos públicos tiveram cortes.

— Portanto, absolutamente natural, não foi tratado de forma diferenciada.

O Judiciário da União, contou, teve um corte médio de 5% e o Ministério Público da União, menor, de 1,9%, em razão da Operação Lava Jato.

Barros negou qualquer retaliação à PF.

— Eles também querem ficar numa zona de conforto e nós não estamos nessa. Se a gente não corta é porque está com medo, se corta, está com medo que eles investiguem. Qualquer solução tem reclamação, acho que eles estão bem tratados dentro dos cortes gerais do orçamento — disse após a aprovação do orçamento pelo Congresso.

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