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Regime saudita entrará em colapso se mantiver políticas "sectárias", diz Guarda do Irã

Brasil|Do R7

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Por Bozorgmehr Sharafedin

DUBAI (Reuters) - O vice-chefe da poderosa Guarda Revolucionária do Irã alertou a Arábia Saudita, nesta quinta-feira, que o país entrará em “colapso” nos próximos anos se continuar a buscar o que ele classificou como políticas sectárias na região.

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Arábia Saudita, Barein, Sudão e Djibuti romperam os laços com o Irã nesta semana, enquanto os Emirados Árabes Unidos rebaixaram o status das relações com a Repúbilca Islâmica. Kuwait e Catar também chamaram de volta seus embaixadores depois de a embaixada saudita em Teerã ter sido invadida por manifestantes iranianos.

As tensões entre o Irã, uma potência muçulmana xiita, e o reino conservador sunita da Arábia Saudita se agravaram desde que Riad executou, no último sábado, o clérigo Nimr al-Nimr, um opositor da dinastia saudita no poder que defendia maiores direitos para a minoria xiita marginalizada no país.

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“As políticas do regime saudita vão ter um efeito dominó e eles vão ser enterrados sob uma avalanche que eles criaram”, disse o número dois na linha de comando da Guarda Revolucionária iraniana, o general Hossein Salami, segundo a agência de notícias Fars. “Se os sauditas não corrigirem sua trajetória, o regime deles vai entrar em colapso nos próximos anos.”

Salami comparou as políticas sauditas às de Saddam Hussein, presidente iraquiano deposto por forças dos EUA em 2003.

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“A trajetória que está sendo tomada pelo regime saudita é como aquela tomada por Saddam nos anos 1980 e 1990. Ele deu início a uma guerra contra o Irã, executou clérigos proeminentes e autoridades graduadas, reprimiu dissidentes e acabou tendo um destino miserável.”

Saddam, um sunita, foi enforcado em 2006, após ter sido condenado por crimes contra a humanidade depois de ter matado 148 cidadãos xiitas em seguida a uma tentativa de assassinato contra ele, em 1982.

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O Irã tem acusado a Arábia Saudita de se valer do ataque contra a embaixada como desculpa para romper os laços e agravar as tensões sectárias.

A Guarda Revolucionária prometeu uma “vingança severa” contra a dinastia real saudita pela morte de Nimr, afirmando que isso iria “custar caro à Arábia Saudita”.

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