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Relações entre Venezuela e EUA se agravam após condenação de opositor Leopoldo López

Brasil|Do R7

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Por Diego Oré e Eyanir Chinea

CARACAS (Reuters) - O governo da Venezuela disse nesta sexta-feira que os Estados Unidos comprometeram os tímidos passos que haviam sido dados para a reaproximação entre os dois países, após declarações do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que se disse "profundamente preocupado" com a condenação do líder oposicionista Leopoldo López.

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Após 18 meses de julgamento, López foi condenado, na noite de quinta-feira, a 13 anos e nove meses de prisão por incitar a violência durante uma onda de manifestações contra o governo socialista de Nicolás Maduro no ano passado, quando mais de 40 pessoas morreram.

O caso de López repercutiu fortemente no mundo, com ativistas dos direitos humanos, líderes políticos e ex-presidentes iberoamericanos pedindo sua libertação e acusando Maduro de manter prisioneiros de consciência.

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"Os EUA, com a sua intromissão insolente, comprometeram os passos tímidos realizados no sentido de regularizar as relações bilaterais", escreveu a ministra das Relações Exteriores venezuelana, Delcy Rodríguez, em sua conta no Twitter, @DrodriguezVen.

A chanceler exigiu "respeito" do governo dos EUA e a não intromissão dos norte-americanos em assuntos internos de seu país, ao mesmo tempo em que classificou López como "delinquente que promoveu ações terroristas".

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Mais cedo, Kerry disse em comunicado que os EUA estão "profundamente preocupados" com a condenação de López. No entanto, o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, afirmou que Washington manterá as negociações já abertas com a Venezuela com o objetivo de melhorar as relações.

Venezuela e EUA não possuem embaixadores enviados desde 2008, quando o falecido presidente Hugo Chávez expulsou o representante dos EUA após acusá-lo de espionagem.

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Diversos organismos reagiram após a sentença de López, de 44 anos.

O porta-voz do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville, também expressou "preocupação" com a pena.

"Observamos com grande preocupação a condenação e a dura sentença dada a Leopoldo López", disse Colville.

"Também estamos preocupados com o direito de López a um julgamento justo, levando em conta a informação sobre as irregularidades que ocorreram durante o processo, como a falta de provas na Promotoria, a não aceitação das testemunhas da defesa", acrescentou.

(Reportagem adicional de Stephanie Ulmer-Nebehay, em Genebra)

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