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Relator de regularização de bens no exterior vê acordo para votar projeto

Brasil|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - A base do governo “consolidou acordo” para votar nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados o projeto que prevê a regularização de bens não declarados no exterior, disse o relator do texto, deputado Manoel Júnior (PMDB-PB), após reunião com líderes de partidos governistas para discutir a votação da matéria.

O deputado fará uma mudança em seu texto, solicitada pelo governo, no trecho em que trata do eventual uso da declaração de regularização dos bens para investigações.

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No relatório do deputado constava que a declaração de regularização dos bens não poderia ser utilizada “como indício ou elemento para efeitos de expediente investigatório ou procedimento criminal”.

Segundo o parlamentar, a ideia era dar mais segurança a quem adere ao programa, mas houve pressões para que isso fosse alterado, segundo ele. O deputado vai acatar uma emenda de plenário que diz que a declaração de regularização “não pode ser o único” indício numa eventual investigação.

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O governo vinha negociando para retirar do projeto brechas que pudessem permitir a entrada de recursos ilícitos no Brasil, uma delas, inclusive, era a possibilidade de, caso fosse aberta uma investigação, a regularização pudesse ser usada como um dos elementos da investigação.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) reiterou que o governo aceitou a mudança do relator no valor do tributo e da multa a serem recolhidos na regularização dos recursos.

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As duas alíquotas permanecerão, portanto, em 15 por cento, como está no parecer do deputado. Inicialmente, o governo queria que ambas tivessem taxas de 17,5 por cento, mas a redução proposta pelo relator acabou sendo acatada.

Guimarães admitiu porém, após a reunião, que ainda permanece uma divergência em relação à destinação dos recursos das multas.

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O relator mantém a ideia de dividir os recursos com Estados e municípios seguindo os parâmetros dos fundos constitucionais.

Guimarães, porém, disse que ele e o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), apresentarão emenda para que os recursos sejam destinados a um fundo de equalização do ICMS.

Apesar da divergência, Guimarães afirmou que "a base está unida para votar".

"A base está disposta a ir para o voto e vamos votar", garantiu.

A regularização dos recursos integra o pacote fiscal do governo e sua aprovação ainda este ano é uma das prioridades da agenda política do Palácio do Planalto.

Ao sair da reunião, o líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (DF), foi mais cauteloso e disse que "pode se chegar a um denominador comum" quanto ao texto.

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(Por Leonardo Goy)

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