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Relator do projeto da desoneração na Câmara não vê aprovação sem mudanças

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BRASÍLIA (Reuters) - O relator do projeto que reverte parcialmente a desoneração da folha de pagamento de empresas, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), afirmou nesta terça-feira que não trabalha com a possibilidade de aprovação sem alterações do texto original enviado pelo governo.

Para o deputado e líder da bancada do PMDB na Câmara, o texto precisa ser modificado e "melhor construído" para garantir sua aprovação na Casa.

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"Eu não vislumbro essa possibilidade", disse a jornalistas, ao ser questionado sobre mudanças no projeto. "Pretender aprovar o projeto sem mudanças me parace fora da realidade."

Na segunda-feira, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, defendeu a aprovação do projeto de lei na forma enviada pelo Executivo, para ter vigência já neste ano.

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O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, já havia declarado no mesmo dia, mais cedo, que a proposta é "essencial" para recompor parte da arrecadação do governo após um período "longo" de desonerações.

O projeto enviado pelo governo ao Congresso altera as desonerações da folha concedidas a mais de 50 setores da economia, com elevação de 1 por cento para 2,5 por cento da alíquota de contribuição previdenciária sobre a receita bruta para a indústria e de 2 por cento para 4,5 por cento para empresas de serviços.

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Picciani já anunciou que pretende deixar quatro setores de fora do aumento de alíquotas. Devem permanecer com as alíquotas atuais os setores de transporte urbano, comunicação social, call centers e indústrias responsáveis por alguns produtos da cesta básica.

A estimativa inicial do Executivo era que a reversão das desonerações gerasse 5 bilhões de reais neste ano e 12 bilhões de reais em 2016. Atualmente, o benefício custa 25 bilhões de reais por ano ao governo.

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A previsão é que o projeto seja votado a partir da segunda semana de junho.

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(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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