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Renan diz que faltou “protagonismo” do PT e do governo para reforma política avançar

Presidente do Senado participou do lançamento de propostas de reforma política do PMDB

Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

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Faltou protagonismo do governo e do PT, avisa Renan Calheiros
Faltou protagonismo do governo e do PT, avisa Renan Calheiros

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira (17) que faltou “protagonismo” do governo e do PT (Partido dos Trabalhadores) para que projetos de reforma política avançassem no Congresso Nacional.

— Nós tivemos muitas dificuldades, mas nós já votamos muita coisa de reforma política. Fizemos uma ampla, uma profunda reforma há 12 anos que tramitou rapidamente no Senado e teve muita dificuldade para tramitar na Câmara dos Deputados. Mas faltou, sobretudo, nesses momentos, o protagonismo do governo e protagonismo do PT.


A declaração foi feita durante a apresentação de um conjunto de propostas elaborado pelo PMDB. Entre as sugestões do partido estão o fim da reeleição e a ampliação do período de mandato para cinco anos. O documento também pede alterações no sistema de financiamento de campanhas.

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Ao lado do vice-presidente da República, Michel Temer, Calheiros cobrou mais empenho da presidente Dilma Rousseff e do PT para que as mudanças no sistema eleitoral aconteçam.

— Eu espero que, a partir de agora, com o protagonismo da presidente da República e com o protagonismo do seu partido, do PT, nós tenhamos condições para levar adiante essa reforma política e entregar ao Brasil uma nova política, aproximando os eleitos da sociedade e dando mais legitimidade na medida que o mandato de cada avance.


O discurso deixou clara a insatisfação com o Planalto. No começo do mês, o presidente do Senado devolveu a MP (Medida Provisória) editada pelo governo que previa a redução da desoneração da folha de pagamentos.

Desde então, Calheiros vem criticando a gestão da presidente Dilma. Ele chegou a afirmar que o governo “envelheceu” e que a base aliada encontra “dificuldade” em dialogar com o Executivo.

A crise parece ter se agravado após a divulgação da relação de políticos investigados na operação Lava Jato. O nome de Calheiros foi um dos alvos de pedido de abertura de inquérito enviada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF (Supremo Tribunal Federal).

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