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Repasses seriam feitos em sala de assessor de Marquito

Brasil|Do R7

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Edson Roberto Pressi é considerado o homem de confiança de Marquito.

Frequentemente, o "assessor" acompanha o parlamentar nas sessões plenárias, em audiências públicas e visitas a comunidades da periferia. Durante as votações, chega a orientar Marquito sobre como deve votar. No plenário da Câmara Municipal, tem livre acesso e conversa com outros vereadores como se fosse um deles.

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A relação próxima entre os dois é confirmada em outro vídeo apreendido pelo Ministério Público, em que Marquito explica a seus eleitores que Pressi tem "conhecimento e o apoia em tudo". Os dois aparecem juntos em eventos relacionados ao mandato. Mas, para não ficar dúvida sobre quem manda, Marquito afirma em determinando momento que o "poder da caneta" é dele.

Apesar de todas as funções acumuladas por Pressi, o nome dele não figura na lista de funcionários da Câmara - apenas sua mulher é de fato contratada. Se no papel Pressi não tem cargo, na prática ele tem até sala particular no gabinete. É neste local que, segundo denúncias apresentadas à promotoria, os repasses de dinheiro são feitos.

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Além de assessor, Pressi se apresenta como advogado, mas seu nome não consta entre os registros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nem no Cadastro Nacional dos Advogados.

'Esquisito'

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Primeiro suplente da coligação PTB-PRB, Marquito, de 56 anos, assumiu uma cadeira na Câmara de São Paulo com a nomeação do titular da vaga, Celso Jatene, para a Secretaria Municipal de Esportes. Está no cargo desde janeiro de 2013, quando começou a atual legislatura.

Sobrinho de Raul Gil e colega de palco do apresentador Ratinho, o humorista disputou a eleição com o slogan 'Esquisito por esquisito, vote em Marquito'. Inspirado no fenômeno Tiririca, foi o 71º candidato mais votado em 2012, com 22.198 votos.

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Ele compõe a base do prefeito Haddad. Orientado pelo líder do governo, Arselino Tatto (PT), costuma participar das sessões somente quando há votações importantes e nominais. Não costuma fazer discursos nem pressão para que seus projetos sejam votados.

Marquito assinou 37 propostas de lei - 18 em parceria com outros vereadores. Neste ano, deve concorrer ao cargo mais uma vez, mas fora da Casa. Isso porque Jatene e Jean Madeira voltam nesta semana. Com isso, suplentes, como Marquito, perdem as cadeiras.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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