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Reunião entre Correios e Fentect acaba sem acordo para evitar greve

Encontro aconteceu na última terça-feira (17) no Tribunal Superior do trabalho 

Brasil|Do R7

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Representante dos trabalhadores dos Correios rejeitou a proposta
Representante dos trabalhadores dos Correios rejeitou a proposta

Terminou sem acordo a reunião da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) e a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafo) nesta terça-feira (17), para discussão do dissídio coletivo deste ano. O encontro foi no TST (Tribunal Superior do Trabalho). A Fentect — que representa trabalhadores dos Correios de algumas regiões do País — rejeitou a proposta da empresa.

Em nota, o tribunal informa que o vice-presidente do TST, ministro Antônio José de Barros Levenhagen — que presidiu a audiência — encerrou os trabalhos após as partes não chegarem a um entendimento, devido à resistência da federação de trabalhadores. O ministro Levenhagen apresentou uma proposta para que a categoria não entrasse em greve antes de uma tentativa de acordo no TST.


O TST informa também que a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Correios) não compareceu à audiência e encaminhou petição informando que os sindicatos filiados a ela já haviam celebrado acordo com a estatal. Os trabalhadores dos Correios das bases de São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Tocantins, Rio Grande do Norte e Rondônia, ligados à Findect, aceitaram na sexta-feira (13), a proposta feita pela ECT, e por consequência, o fim da greve.

O caso entre Correios e Fentect, no entanto, seguirá outro caminho. Agora o TST realizará o sorteio de um ministro relator para o julgamento do dissídio. A decisão final será tomada, portanto, na SDC (Seção de Dissídios Coletivos), e isso não tem data prevista para ocorrer.


Após o revés na negociação, os Correios divulgaram nota citando que a "intransigência da Fentect leva ao dissídio". De acordo com a estatal, foi inviável qualquer tentativa de conciliação, mesmo mediada, na primeira audiência entre os Correios e a federação.

Segundo os Correios, o ministro do tribunal chegou a ressaltar que proposta econômica feita pela ECT era satisfatória. A empresa ofereceu reajuste de 8% nos salários (o que, segundo a ECT, repõe integralmente a inflação do período, de 6,27%, e garante ganho real de 1,7%); de 6,27% nos benefícios; pagamento de vale extra no valor de R$ 650,65, a ser creditado em dezembro; e Vale Cultura, dentro das regras de adesão ao programa implementado pelo governo federal.


Pela manhã, a ECT convocou uma coletiva de imprensa com o presidente Wagner Pinheiro de Oliveira.

— Fizemos o esforço máximo que tínhamos ao oferecer os 8%. Está no limite da possibilidade da empresa. Não há o que oferecer a mais.


Ele argumentou, ainda, que tratava-se de um bom reajuste, "se considerada a conjuntura atual".

Balanço

Apesar do impasse ao final desta terça-feira nas negociações com a Fentect, o balanço dos Correios indica que parcela de 98,73% do efetivo compareceu normalmente ao trabalho nesta terça, o que equivale a 122.889 empregados. O número é apurado por meio de sistema eletrônico de presença. Esse balanço leva em consideração que seis sindicatos decidiram manter paralisação durante o dia: Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Tocantins, São José do Rio Preto (SP) e Vale do Paraíba (SP).

Mesmo assim, segundo a ECT, a rede de atendimento ficou aberta em todo Brasil e todos os serviços, disponíveis — com exceção da postagem, entrega e coleta de encomendas com hora marcada nos locais onde houve paralisações — foram mantidos.

A ECT ressalta que continuará aplicando medidas do Plano de Continuidade de Negócios para garantir a entrega de cartas e encomendas e o atendimento em toda rede de agências, caso outros sindicatos venham a aderir à paralisação nas assembleias desta terça-feira. Entre as ações estão a realização de horas extras, mutirões para entrega nos fins de semana e deslocamento de empregados entre as unidades.

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