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Rio-2016 deve ter segurança pública no lugar de empresa privada

Brasil|Do R7

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - Forças de segurança pública devem ser utilizadas nas arenas esportivas dos Jogos Olímpicos de 2016 no lugar de agentes privados, disse nesta segunda-feira o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser.

Segundo ele, a proposta foi apresentada aos integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) que visitam o Rio esta semana para inspecionar os preparativos dos Jogos, e a entidade deverá se manifestar na entrevista de quarta-feira sobre a questão. Com a decisão, a chamada "segurança patrimonial" deve passar a ser de responsabilidade pública.

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A medida tem várias motivações, de acordo com o secretário. Uma delas é financeira, tendo em vista que serão empregadas forças regulares que já estão na folha de pagamento das três esferas de governo.

Outra motivação é o fato de as forças regulares de segurança terem uma qualificação superior a de agentes privados, como os "stewards" que atuaram na Copa do Mundo do ano passado no país, segundo Leyser.

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"Podem ser tanto militares da ativa como aposentados... ou fazer um pagamento extra por horas extras de trabalho para reforçar a segurança", afirmou. "Não obrigatoriamente precisa estar fardado ou armado. No Pan (Rio-2007) usamos a Força Nacional com uniforme dos Jogos", adicionou.

A segurança patrimonial inclui a proteção do interior de arenas e dos esportistas, além da vistoria de torcedores com raio X e detector de metal na entrada das arenas. Originalmente, essa segurança seria realizada por uma empresa privada contratada, enquanto as forças públicas ficariam responsáveis pela proteção da cidade.

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Nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, a empresa particular contratada para fazer a segurança do evento sofreu problemas financeiros às vésperas da Olimpíada, o que forçou o governo a convocar militares de última hora para realizarem o serviço.

"Essa nossa ideia responde a uma preocupação que surgiu em Londres. A ideia é aproveitar ao máximo as forças públicas que têm salário custeado para reduzir custos e risco, dada a experiência de Londres", afirmou Leyser.

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APO

Enquanto os dirigentes do COI visitam o Rio, o governo federal corre contra o tempo para anunciar o novo presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), órgão responsável por fiscalizar os preparativos do evento.

O ex-presidente da APO, general Fernando Silva, deixou a função faltando um ano e meio para os Jogos para assumir uma alta posição militar.

O ministro do Esporte, George Hilton, admitiu nesta segunda que há pressa para a escolha do substituto, e que o nome deve ser conhecido em breve.

"A APO é uma parceira, e no que depender de nós, vamos cooperar", disse. "Isso tem de ser definido logo."

Um dos cotados seria o ex-tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff, Edinho Silva.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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