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Rio 2016 tem 5,2 milhões de ingressos solicitados por brasileiros

Brasil|Do R7

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Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Mais de 5,2 milhões de ingressos foram demandados pelo público brasileiro para os Jogos Olímpicos do ano que vem e a maior procura, segundo o comitê Rio 2016, foi por esportes em que o país tem mais tradição ou chances de conquistar medalhas.

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A primeira fase de venda terminou na noite de quarta-feira e a demanda praticamente equivale a todos os ingressos disponíveis ao público brasileiro. Ao todo serão disponibilizados 7,5 milhões de ingressos para os Jogos e 70 por cento (5,2 milhões) serão destinados apenas ao público nacional. Os outros 30 por cento serão vendidos no exterior.

“Ficamos muitos satisfeitos; houve demanda para todos os esportes e todas as sessões”, disse à Reuters nesta quinta-feira o diretor de ingressos do Comitê Rio 2016, Donavan Ferreti, que destacou que foram disponibilizados 4,5 milhões de ingressos.

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Os outros cerca de 700 mil da carga destinada ao público nacional ficaram como reserva de contingência, visto que as obras das arenas estão em andamento e não há garantia plena de que os projetos serão exatamente iguais ao estimado.

Após as solicitações desta primeira fase de vendas, haverá sorteio a ser divulgado em junho. Após isso, os torcedores que tiverem seus pedidos contemplados deverão confirmar a compra dos ingressos e efetuar o pagamento.

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Os esportes mais tradicionais no Brasil e com maior chance de dar medalhas ao país em 2016 foram os mais procurados nessa primeira fase de reserva de ingressos: vôlei, futebol, basquete, natação e ginástica artística. O atletismo, tradicionalmente um dos mais procurados, ficou apenas na sexta colocação.

“Em Londres, os mais demandados foram ciclismo e atletismo. Atletismo em sexto foi uma surpresa, mas é compatível à nossa preferência por outros esportes que estão mais perto do nosso dia a dia”, declarou Ferreti. “No top 5 temos boas chances de medalha e são mais próximos aos brasileiros.”

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Apesar da forte demanda, a procura foi bem menor do que na Olimpíada de Londres, em 2012. Segundo o diretor, na primeira fase dos Jogos de 2012, a demanda chegou a 20 milhões de ingressos.

Para o diretor de ingressos, a comparação com Londres é “fria” e merece ressalvas. Na Inglaterra, a fase de reserva de ingressos começou com dois anos de antecedência.

“Eles têm uma cultura de compra de eventos com uma antecedência maior que os brasileiros... Londres começou a vender com mais de 2 anos de antecedência; se a gente quisesse fazer aqui seria difícil até por conta da Copa”, avaliou.

“Não tenho dúvida que com essa divulgação da primeira fase a demanda vai aumentar ainda mais”, acrescentou.

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VENDAS FORA E CAMBISTAS

O diretor de ingressos do comitê revelou que em alguns dos 205 países ligados ao Comitê Olímpico Internacional (COI) a venda de ingresso já começou e é feita pelos comitês locais.

A carga de ingressos destinada ao público estrangeiro, cerca de 2,25 milhões, é definida pelo COI através de um regime de cotas. Esse sistema leva em conta o número de atletas participantes, demanda de ingressos em outras edições dos Jogos, entre outros fatores.

Segundo Ferreti, Estados Unidos, Alemanha e Grã-Bretanha são os que têm as maiores cotas historicamente. “Alguns países já começaram a vender e a única restrição é não vender antes do país-sede“, explicou.

Em breve, o Comitê Rio 2016 pretende lançar um site para que os contemplados no sorteio dos ingressos que queiram devolver suas entradas possam fazer essa operação de forma legal. O dinheiro gasto poderá ser ressarcido integralmente e o bilhete devolvido será posto novamente à venda.

“Queremos que o fã tenha acesso aos ingressos e não pessoas com segundas intenções no mercado negro”, disse.

A medida visa minimizar a ação de cambistas nos Jogos. O diretor revelou ainda que os ingressos dos Jogos serão vendidos com o nome do comprador, que poderá repassar para algum conhecido. Se o bilhete for revendido para terceiros, a prática pode ser considera ilegal e criminosa.

“É impossível não ter cambismo, mas estamos nos prevenindo para coibir esse tipo de coisa”, finalizou Ferreti.

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