Saiba o que aconteceu nas outras CPIs da Petrobras
Duas CPIs já foram criadas no ano passado para investigar supostos crimes na estatal
Brasil|Do R7

A Câmara dos Deputados instalou nesta quinta-feira (26) a terceira Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as suspeitas de irregularidades na Petrobras desde o ano passado, quando começaram a surgir denúncias de corrupção na companhia.
Veja abaixo detalhes das duas CPIs que investigaram a estatal em 2014.
CPI da Petrobras no Senado
Instalada em 14 de maio após as denúncias de irregularidades na compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela Petrobras, a CPI da Petrobras no Senado foi rapidamente dominada por parlamentares da base do governo.
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Presidida pelo então senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e relatada pelo então líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), a comissão foi esvaziada após a instalação de uma CPI mista, formada tanto por deputados quanto por senadores, para investigar a empresa.
A CPI do Senado, que encerrou seus trabalhos em dezembro após somente 11 reuniões, terminou sem um relatório próprio e adotou o mesmo relatório aprovado pela CPI mista.
Na ocasião, Pimentel argumentou que a grande maioria dos membros da CPI do Senado também participava da CPI mista e que as duas comissões foram assessoradas pelos mesmos técnicos e compartilharam documentos.
CPI mista da Petrobras
Também presidida por Vital do Rêgo, mas relatada pelo deputado Marco Maia (PT-RS), a CPI mista da Petrobras teve mais embates entre governistas e oposicionistas, até mesmo no encerramento dos trabalhos da comissão, quando parlamentares da oposição apresentaram um relatório alternativo ao de Maia.
A comissão mista também teve uma acareação entre o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o ex-chefe da área internacional da companhia Nestor Cerveró, ambos réus na Justiça acusados de envolvimentos nas irregularidades investigadas pela operação Lava Jato.
Costa, que fez acordo de delação premiada com a Justiça, disse que Cerveró recebeu propina quando era diretor, o que o ex-diretor da área internacional negou.
Depois de uma versão mais amena e que foi alvo de críticas, Maia mudou seu relatório final apontando que a compra da refinaria de Pasadena gerou prejuízo de 561,5 milhões de dólares à Petrobras e pedindo o indiciamento de 52 pessoas.
O documento de Maia, aprovado pela comissão, apontou ainda superfaturamento de 4,2 bilhões de dólares nas obras da Refinaria do Nordeste, também conhecida como Abreu e Lima, em Pernambuco.
Mais duro, o relatório paralelo patrocinado pelos oposicionistas e capitaneado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), pediu o indiciamento da então presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, e do antecessor dela, José Sergio Gabrielli, e do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
Defendia ainda o indiciamento de outras 57 pessoas e o afastamento de toda a diretoria e conselho da Petrobras. Posteriormente, Graça e outros cinco diretores decidiram deixar seus cargos na estatal.















