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Saiba quais grupos ainda não foram liberados para tomar a vacina

Adultos que não integram grupos prioritários estabelecidos pelo Ministério da Saúde devem esperar pela imunização

Brasil|Do R7

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Crianças e adultos que não estão em grupos específicos devem esperar vacinação
Crianças e adultos que não estão em grupos específicos devem esperar vacinação

Adultos com menos de 60 anos ainda não estão liberados para tomar a vacina contra a covid-19. As exceções são para pessoas que fazem parte de grupos específicos e considerados prioritários pelo Programa Nacional de Imunização, como povos indígenas, trabalhadores de saúde, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas e tradicionais, pessoas com comorbidades e deficiências, pessoas em situação de rua, privadas de liberdade.

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Grupos como funcionário do sistema de privação de liberdade, trabalhadores de educação do Ensino Básico e Superior, forças de segurança e armadas, trabalhadores de transporte coletivos, metroviário, ferroviário, aéreo, aquaviário, caminhoneiros, portuários e industriais estão na lista do Ministério da Saúde como grupos prioritários para a vacinação. Vale lembrar que o Ministério da Saúde ainda está na primeira fase da vacinação e crianças não serão imunizadas. 

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A fila da vacinação contra o coronavírus obedece uma ordem estabelecida de acordo com Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a covid-19. A lista soma mais de 77,2 milhões de brasileiros e, segundo o Ministério da Saúde, garante o funcionamento dos serviços de saúde, a proteção dos cidadãos com maior risco, além da preservação do funcionamento dos serviços essenciais.

A pasta orienta que os gestores de saúde sigam essa ordem, mas estados e municípios têm autonomia para montar seu próprio esquema de vacinação e dar vazão à fila de acordo com as características de sua população, demandas específicas de cada região e doses disponibilizadas. Por isso, algumas cidades anunciaram que vão começar a vacinação de idosos em geral, enquanto outras estão vacinando pessoas mais velhas que vivem em instituições.

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Fases definidas

As primeiras doses da vacina, segundo comunicado do Ministério da Saúde, foram usadas para imunizar profissionais de saúde, idosos e indígenas. "Na primeira fase, conforme a chefe do PNI, devem entrar trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena", diz a nota.

A segunda fase inclui a vacinação de idosos entre 60 e 74 anos. Em seguida, serão imunizadas pessoas com comorbidades, como doenças pulmonares, cardiovasculares, etc.). A quarta fase é para professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e detentos.

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Grupos reivindicam prioridade

O Ministério da Saúde informou ter recebido pedidos de 45 grupos interessados em ter prioridade na fila da imunização contra a pandemia e pular a ordem estabelecida no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19.

Os pedidos chegam especialmente de grupos profissionais que alegam estar mais expostos a contrair o novo coronavírus, como personal trainers, policiais, guardas, seguranças, fonoaudiólogos, aeronautas e trabalhadores da limpeza e Correios, entre outros. Alguns setores são bastante específicos, caso dos práticos – que auxiliam manobras e percursos de embarcações.

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Outra parte dos pedidos vem de grupos ligados a questões de saúde, caso de associações de pessoas com diabetes, linfoma ou leucemia, entre outros. A ABCDT (Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante) foi uma das primeiras organizações a procurar o Ministério da Saúde, ainda em dezembro do ano passado, e o pedido está em análise. Enquanto isso, o estado do Maranhão optou por incluir os pacientes renais em seu plano de vacinação. "A população dialítica é considerada de alto risco e constituída em grande parte por pacientes diabéticos e com outras comorbidades", afirma a entidade.

A Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) Brasil também pede a revisão do plano do ministério e afirma que o tipo de deficiência atendido pela entidade, por si só, é uma condição permanente de risco. "Restringir a prioridade apenas às pessoas que apresentam impedimentos severos é colocar em risco todo um grupo social que está em uma situação de alto risco de contaminação", afirma. A Feapae SP, que representa 305 entidades de assistência no estado de São Paulo, também pediu prioridade ao ministério. Estados como Piauí e Alagoas já deram prioridade ao grupo.

Veja a lista dos grupos prioritários para a vacinação

- Pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas - 156.878

- Pessoas com deficiência institucionalizadas - 6.472

- Povos indígenas Vivendo em Terras Indígenas - 410.197

- Trabalhadores de Saúde - 6.649.307

- Pessoas de 80 anos ou mais - 4.441.046

- Pessoas de 75 a 79 anos - 3.614.384

- Povos e Comunidades tradicionais Ribeirinha - 286.833

- Povos e Comunidades tradicionais Quilombola - 1.133.106

- Pessoas de 70 a 74 anos - 5.408.657

- Pessoas de 65 a 69 anos - 7.349.241

- Pessoas de 60 a 64 anos - 9.383.724

- Comorbidades - 17.796.450

- Pessoas com Deficiências Permanente Grave - 7.744.445

- Pessoas em Situação de Rua - 66.963

- População Privada de Liberdade - 753.966

- Funcionário do Sistema de Privação de Liberdade - 108.949

- Trabalhadores de Educação do Ensino Básico - 2.707.200

- Trabalhadores de Educação do Ensino Superior - 719.818

- Forças de Segurança e Salvamento - 584.256

- Forças Armadas - 364.036

- Trabalhadores de Transporte Coletivo Rodoviário de Passageiros - 678.264

- Trabalhadores de Transporte Metroviário e Ferroviário - 73.504

- Trabalhadores de Transporte Aéreo - 64.299

- Trabalhadores de Transporte de Aquaviário - 41.515

- Caminhoneiros - 1.241.061

- Trabalhadores Portuários - 111.397

- Trabalhadores Industriais - 5.323.291

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