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Sem acordo, trabalhadores dos Correios podem entrar em greve amanhã

Sindicalistas rejeitaram proposta da empresa em reunião realizada nesta terça-feira no TST

Brasil|Da Agência Brasil

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Alguns Estados já cruzaram os braços desde a semana passada
Alguns Estados já cruzaram os braços desde a semana passada

Os trabalhadores dos Correios ligados à Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) fazem, na noite desta terça-feira (17), assembleias em 30 sindicatos para decidir se entram em greve a partir da próxima quarta (18).

Na tarde de hoje, eles rejeitaram a proposta da direção da empresa, em audiência de dissídio coletivo no TST (Tribunal Superior do Trabalho).


A secretária-geral da Fentect, Anaí Caproni, espera a adesão de cerca de 80 mil trabalhadores à paralisação nacional.

— Precisamos esperar as assembleias, mas há indicação de que a greve vai ser deflagrada.


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Os trabalhadores estão em greve em alguns Estados desde a última quarta-feira (11).


A proposta da empresa, que já foi já aceita pelos sindicatos do Rio de Janeiro, de São Paulo, Bauru (SP) e Rondônia, prevê reajuste de 8% nos salários, e 6,27% a mais nos benefícios. Os Correios também oferecem o pagamento de um vale-extra de R$ 650 em dezembro e vale-cultura dentro das regras do programa do governo federal.

Para os trabalhadores, a oferta é insuficiente.


— A proposta dos Correios está muito aquém do pedido pelos trabalhadores.

Segundo Anaí, a greve será por tempo indeterminado, até a empresa apresentar uma oferta satisfatória.

A Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Correios), outra entidade que representa os trabalhadores dos Correios, não compareceu à audiência no TST e encaminhou petição informando que os sindicatos filiados a ela já haviam celebrado acordo com a empresa estatal.

De acordo com a direção dos Correios, 98,73% dos empregados (122.889) compareceram normalmente ao trabalho nesta terça-feira, apesar da paralisação mantida por seis sindicatos (Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Tocantins, São José dos Campos e Vale do Paraíba).

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