Seminário comemora 50 anos de carreira de Ricardo Kotscho
Colegas e familiares falaram sobre a importância do trabalho do jornalista
Brasil|Do R7

Seminário realizado nesta sexta-feira (30) no teatro da Faculdade Casper Líbero, em São Paulo, celebrou os 50 anos de profissão do comentarista de Record News e blogueiro do R7 Ricardo Kotscho.
Presente ao encontro, um time de respeito do jornalismo. Passaram por lá Heraldo Pereira, Mônica Waldvogel, Clóvis Rossi, Eliane Brum, Audálio Dantas e Hélio Campos Mello, entre outros.
A mediação da conversa ficou por conta da filha de Kotscho, Mariana, também jornalista. Em seu discurso de abertura, ela ressaltou a influência que o pai teve em sua vida e na escolha da profissão.
— Ele me ensinou desde sempre que o jornalismo é uma opção de vida. Ele ia para os plantões feliz e vivia escrevendo suas matérias em casa, muito além do expediente. Desde pequena, ele me levava para a redação ou para acompanhá-lo em coberturas. O que eu mais gostava era da parte social, do jornalismo que pode ajudar as pessoas.
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Eliane Brum se lembrou da experiência de trabalhar com Kotscho logo em seu primeiro emprego em São Paulo.
— O conheci primeiro como lenda. Aquele que encarna tudo o que deve ser admirado e mergulhou na alma de vários brasis sempre enxergando além do óbvio. Depois disso, quando trabalhamos juntos, foi um aprendizado diário. Ainda preciso fazer uma confissão: foi Kotscho quem me levou pela primeira vez para comer comida japonesa. Eu não sabia usar os pauzinhos e foi um desastre, mas ele se manteve atencioso e fala comigo até hoje, ainda bem.
Sempre modesto, Kotscho se mostrou um pouco tímido com a quantidade de elogios que recebeu.
— Quero agradecer por tudo que vocês falaram do meu trabalho. Fiquei comovido, mas peço que parem ou eu vou acabar acreditando nisso tudo. O jornalismo é uma batalha diária, mas vale a pena.
Responsável por contratar Kotscho com apenas 17 anos no Estado de S. Paulo, Clóvis Rossi também não poupou elogios ao homenageado.
— Conheço Kotscho desde antes da lenda. Conheci um menino, que apareceu no Estadão pedindo emprego e se oferecendo para trabalhar de graça. Depois de três dias já dava para saber que era a vocação dele. Pensei em contar algum bastidor aqui, mas seria inútil. As melhores histórias dele são as que ele contou nos jornais.
O primeiro emprego de Kotscho foi num jornal de bairro em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. Ao longo de sua carreira, Kotscho passou pelas principais redações de jornal do País, escreveu 20 livros — o 21º chega no fim do ano — e chegou ao Palácio do Planalto, onde trabalhou como secretário de Imprensa e Divulgação no governo Lula entre 2003 e 2004.
Nessa longa jornada, Kotscho conquistou os prêmios Esso, Herzog, Carlito Maia, Comunique-se, Top Blog e Cláudio Abramo, entre outros. Em 2008, foi um dos cinco jornalistas brasileiros contemplados com o Troféu Especial de Imprensa da ONU.
Prestes a completar 45 anos de casamento com dona Mara, Kotscho teve duas filhas – Mariana e Carol – e cinco netos: Laura, Bebel e André, da Mariana; e João e Olga, da Carol.















