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Senado aprova conversão da MP 688 em lei e viabiliza leilão de usinas amanhã

Governo pretende arrecadar R$ 17 bilhões em outorgas por 29 usinas hidrelétricas

Brasil|Do R7

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Senadores aprovaram leilão
Senadores aprovaram leilão

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (24) a conversão em lei da Medida Provisória 688, que trata da repactuação do risco hidrológico e permite ao governo cobrar outorgas no leilão de 29 usinas hidrelétricas marcado para esta terça-feira (25).

O texto, que já havia sido aprovado pela Câmara, segue agora para sanção pela Presidência da República.


A MP 688 foi aprovada pelo Senado - com 44 votos a favor e 20 votos contrários - no prazo limite para que leilão seja viabilizado.

Sem o texto legal, o governo teria que adiar novamente o certame, que pretende arrecadar R$ 17 bilhões em outorgas por 29 usinas hidrelétricas cujas concessões já venceram.


O Ministério da Fazenda conta inclusive com R$ 11 bilhões a serem pagos ainda este ano, e os R$ 6 bilhões restantes no primeiro semestre de 2016.

Publicada em 18 de agosto, a MP 688 permite ainda que os geradores hidrelétricos repactuem o risco de seus contratos decorrentes de anos de baixa hidrologia.


A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) criou uma metodologia para permitir que os geradores troquem o risco de não conseguirem gerar o equivalente a suas garantias físicas por um "bônus de risco" a ser calculado para cada usina.

Quanto maior a proteção que o gerador quiser garantir, maior será o bônus a ser pago.


Além disso, a repactuação do risco hidrológico permitirá que atual rombo do setor de geração hídrica - decorrente da estiagem de 2015 - seja convertido em um ativo regulatório que resultará em um aumento do prazo das concessões ao fim dos atuais contratos.

Uma das condições para que os geradores possam aderir à repactuação do risco hidrológico é a desistência de dezenas de ações judiciais que hoje travam o sistema de liquidação de contas da Câmara Comercializadora de Energia Elétrica (CCEE).

Durante as discussões sobre a MP no plenário, senadores da oposição atacaram o leilão.

José Serra (PSDB-SP) alegou que o certame irá aumentar o preço pago pelos consumidores de eletricidade no País, enquanto o governo usa o leilão para manipular o resultado fiscal deste ano.

Já Aécio Neves (PSDB-MG) classificou o leilão como "pedalada elétrica".

O relator da MP 688, senador Eunício Oliveira (PMDB-MG) defendeu o texto formatado no Congresso, garantindo não haver nenhum "jabuti" na matéria, como acusaram alguns parlamentares.

Já a senadora Gleisi Hoffmann destacou que a MP e o leilão garantirão a continuidade dos investimentos no setor elétrico.

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