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Senado aprova texto base de projeto que atualiza o Supersimples

Brasil|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - O Senado aprovou nesta terça—feira o texto base do projeto que atualiza o Supersimples, regime de tributação especial para pequenas e micro empresas.

De acordo com a Agência Senado, os senadores aprovaram a proposta que amplia o limite de enquadramento de empresas no regime e reduz o número de faixas de faturamento, para simplificar a lógica do sistema.

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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vinha defendendo a votação da proposta, argumentando que poderia ser um dos primeiros passos para a retomada da economia, mas na semana passada, quando estava prevista a votação da proposta, senadores mostraram-se reticentes. A falta de consenso girava em torno principalmente da possível perda de arrecadação, provocando um adiamento da votação do projeto.

Por isso mesmo, a relatora Marta Suplicy (PMDB-SP) anunciou em plenário nesta terça-feira que alterou seu texto, justamente para reduzir os impactos na arrecadação.

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"Nas últimas semanas, recebemos inúmeras sugestões, inclusive em plenário... Nós consolidamos um novo texto, que reflete esse esforço, mas, sobretudo, reduz significativamente os impactos na arrecadação", disse a senadora na tribuna.

"Com os ajustes no texto, conforme cálculo da Receita Federal, nós reduzimos o impacto potencial que foi levantado aqui na última terça-feira, de uma previsão de 5 bilhões de reais, para um 1,087 bilhão de reais", afirmou.

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O texto de autoria da senadora amplia o limite de enquadramento das empresas de 3,6 milhões de reais para 4,8 milhões de reais, classificada por ela como uma "correção moderada, mas consoante com o contexto econômico que vivemos".

"Além disso, o aumento das alíquotas incidentes sobre cada uma das faixas ocorre de forma gradativa, aplicando-se ao Simples o mesmo conceito de progressividade tributária, atualmente vigente no Imposto de Renda Pessoa Física. Ao invés de uma 'escada' com verdadeiros 'trancos' tributários, optamos por uma 'rampa' suave, que não inibe o crescimento dos negócios", diz Marta em seu parecer de plenário.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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