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Senado debate progressividade tributária como alternativa à PEC que limita gastos públicos

Pesquisador do Ipea avalia que a estrutura tributária brasileira é "muito injusta"

Brasil|Da Agência Brasil

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Fernando Gaiger, do Ipea, avalia que sistema tributário brasileiro pune os mais pobres
Fernando Gaiger, do Ipea, avalia que sistema tributário brasileiro pune os mais pobres

A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado debateu nesta terça-feira (25), em audiência pública, a progressividade da cobrança de impostos como alternativa à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241, que limita o aumento dos gastos públicos à inflação do ano anterior, por um prazo de 20 anos

A PEC foi aprovada em primeiro turno na Câmara ,que deve colocar a matéria em votação em segundo turno na tarde desta terça-feira. Após ser apreciada na Câmara, a PEC será enviada ao Senado para votação também em dois turnos.


Para o pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) Fernando Gaiger, todas as medidas fiscais adotadas nos últimos anos no País são regressivas.

— Os pobres pagam muito de ICMS e PIS/Cofins em relação aos ricos. [...] De fato, temos uma estrutura [tributária] muito injusta.


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Para ele, historicamente, o sistema tributário brasileiro pune os mais pobres porque a maior parte da tributação incide sobre o consumo e os salários, em vez de ser cobrada com mais intensidade sobre o patrimônio e a renda do capital.


Gaiger defendeu uma maior incidência dos tributos sobre os mais ricos.

— Precisamos melhorar a tributação direta no sentido de pegar aqueles que têm mais capacidade [financeira] para não só diminuir a tributação indireta que recai sobre os mais pobres, mas diminuir os tributos sobre as empresas.


Segundo o pesquisador do Ipea, é necessário tornar progressivo o imposto sobre herança e imposto sobre a transmissão de bens imóveis inter vivos (entre pessoas vivas), além de tributar lucros e dividendos.

Gaiger destacou que a reforma tributária é uma questão difícil de ser enfrentada já que há grande reação de diferentes setores da sociedade. Com isso, segundo o especialista, os governos preferem mexer no gasto público.

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