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Senado julgará um presidente da República pela segunda vez

Por 55 votos, processo foi aceito e Dilma Rousseff foi afastada por até seis meses

Brasil|Da Agência Senado

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Instalação da Comissão Especial em 30 de setembro de 1992 e votação do impeachment de Dilma Rousseff em 2016
Instalação da Comissão Especial em 30 de setembro de 1992 e votação do impeachment de Dilma Rousseff em 2016

Depois de pouco mais de 23 anos, os senadores voltam a ter a missão de decidir sobre a acusação a um presidente da República por crime de responsabilidade. A primeira vez em que isso ocorreu foi em 1992, quando o então presidente Fernando Collor acabou sofrendo o impeachment.

O processo de impeachment de Collor começou em 1º de setembro de 1992, com um pedido apresentado pelos presidentes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marcelo Lavanère, e da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Barbosa Lima Sobrinho. Eles tomaram como base conclusões da chamada CPI do PC Farias, concluída na Câmara dos Deputados uma semana antes.

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Em 29 de setembro de 1992 os deputados federais aprovaram a admissibilidade do processo. Foram 441 votos sim, 38 não, uma abstenção e 23 ausências. No caso do pedido contra Dilma Rousseff, a decisão da Câmara dos Deputados foi tomada no último dia 17 de abril. Com 367 votos favoráveis e 137 contrários, os deputados autorizaram a abertura do processo de impeachment.

No dia 30 o processo chegou ao Senado. No mesmo dia foi eleita e instalada a Comissão Especial que trataria do afastamento de Fernando Collor, que também em 30 de setembro aprovou o parecer pela instauração do processo.

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Senado aprova impeachment de Dilma com 55 votos a favor e 22 contra

O processo seguiu para o plenário da Casa, em regime de urgência, e a instauração do impeachment foi aprovada no dia seguinte. Como consequência, em 2 de outubro, Fernando Collor recebeu o comunicado de que deveria se afastar temporariamente da Presidência enquanto durasse o julgamento. A chefia da nação ficou a cargo do vice-presidente Itamar Franco.

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O julgamento final de Collor no Senado aconteceu em 29 de dezembro de 1992. Antes, porém, do início da contagem de votos, o advogado de defesa de Fernando Collor entregou a carta de renúncia do presidente. Ainda assim, a sessão foi mantida e em 30 de setembro, com 76 votos favoráveis e três contra, os senadores condenaram Collor à perda do mandato e inelegibilidade por oito anos.

Posteriormente, em julgamentos ocorridos em 1994 e 2014, o ex-presidente da República foi absolvido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), por falta de provas das acusações mencionadas no processo de impeachment.

No pedido de abertura de processo contra Dilma Rousseff, o Senado foi notificado pela Câmara na noite de 18 de abril passado. No dia seguinte o 1º Secretário do Senado, Vicentinho Alves (PR-TO) leu a mensagem no Plenário. No dia 25 foram eleitos os integrantes da Comissão Especial, que aprovou o parecer a favor da admissibilidade em 6 de maio. Com a aprovação da admissibilidade pelo Plenário do Senado Federal nesta quinta-feira (12), o mandato de Dilma Rousseff é suspenso imediatamente por um período de até 180 dias.

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