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Senador cobra explicação do governo sobre presença de embaixador da Venezuela em ato contra Supremo

Alvaro Dias (PSDB-PR) diz que ida de diplomata a evento do PT é 'desrespeito' à mais alta Corte

Brasil|Do R7, com Agência Senado

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Alvaro Dias quer explicações de Patriota por participação de diplomata da Venezuela em encontro do PT, que teve José Dirceu
Alvaro Dias quer explicações de Patriota por participação de diplomata da Venezuela em encontro do PT, que teve José Dirceu

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) pediu nesta quarta-feira (6) esclarecimentos do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, sobre a participação do embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Sánchez Arveláiz, em um evento do PT (Partido dos Trabalhadores) em Brasília na última terça-feira (5). Em requerimento à Mesa do Senado, Dias pede que Patriota se explique em no plenário da Casa.

No encontro, realizado na CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal), houve um protesto contra o STF (Supremo Tribunal Federal) pela condenação dos acusados no julgamento do mensalão, e o convidado mais ilustre do evento foi ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, condenado na ação penal 470 — o processo do mensalão.


O senador disse ainda esperar providências do governo brasileiro, por entender que o embaixador venezuelano está sujeito às regras impostas pela Convenção de Viena para relações diplomáticas, que determina que “todas as pessoas que gozam desses privilégios e imunidades, deverão respeitar as leis e os regulamentos do Estado acreditado e têm também o dever de não se imiscuir nos assuntos internos do referido Estado”.

— O embaixador participou de evento em que se questiona a decisão do Supremo Tribunal Federal, em claro desrespeito à jurisdição da mais alta Corte de justiça do nosso País.


O senador reiterou que o ministro Patriota tem o dever de explicar a participação do embaixador Sánchez em atividades de política interna e de atuação judiciária brasileira. Ele enfatizou que não se trata meramente de uma postura “oposicionista”, mas uma intervenção em nome da soberania nacional.

— Não creio que parlamentares governistas possam admitir que o embaixador de um país sob a égide de uma pseudodemocracia venha ao nosso país afrontar a Suprema Corte.

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