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Serra afirmou para presidente do BC que está com saudades do 'xerife' FMI 

Justificativa usada pelo senador é  a "seriedade duvidosa" de algumas agências de rating

Brasil|Do R7, com Agência Estado

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Serra disse que posição do PSDB na votação da MP 665 foi "política"
Serra disse que posição do PSDB na votação da MP 665 foi "política"

O senador José Serra (PSDB-SP) afirmou nesta sexta-feira, 8, durante evento sobre política fiscal no Insper, que está com saudades do antigo "xerife" Fundo Monetário Internacional (FMI).

O político contou que disse isso ao presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, durante um voo recente dos EUA para o Brasil.


Segundo Serra, a saudade do FMI se deve ao fato de que agora o País tem novos xerifes: as agências de classificação de risco.

— O FMI é um organismo multilateral, com economistas de muita categoria. Já as agências são de segunda categoria e pró-cíclicas, ou seja, se um país vai mal, elas colaboram para piorar as expectativas. O Brasil se tornou prisioneiro disso, por causa das circunstâncias econômicas.


Senador comentou que agências de rating possuem "duvidosa" seriedade econômica.

— Quem diria que teríamos saudades do antigo xerife, com as agências de rating agora, algumas delas com duvidosa seriedade econômica.


O senador fez o comentário ao falar que o governo adiou a implementação da mudança no indexador de dívidas de Estados e municípios para impressionar as agências de rating. Para ele, isso era desnecessário, pois a mudança no indexador era positiva. O oposicionista também comentou que o governo do PT conseguiu o "milagre" de voltar à situação de déficit em conta corrente.

— Isso cria uma situação de fragilidade, e foi feito para consumo, não investimento.


Gastança

O senador do PSDB afirmou que o ajuste fiscal do governo não está sendo baseado sobre redução de despesas correntes, mas em boa medida sobre investimentos. 

— O ministro Levy disse que estão cortando a gastança. Cortando coisa nenhuma, uma ova. Estão cortando sim investimentos, que não são significativos do ponto de vista do agregado, devem ser 6% a 7% dos gastos orçamentários da união.

Contudo, ele destacou que do total de investimentos a redução recente foi de 32%, no primeiro trimestre deste ano ante o mesmo período de 2014.

— Nunca vi uma rejeição tão grande ao governo quanto hoje em dia. O ajuste tem efeitos de desajustes (na economia) no curto prazo, como o aumento da inflação.

Ele se referia ao aumento de impostos e tarifas, como de energia elétrica.

MP 665

O senador José Serra (PSDB-SP) comentou que a decisão do seu partido de votar contra a MP 665, que foi aprovada na Camara, foi uma "posição política, uma estratégia da oposição."

Para Serra, a decisão dos tucanos foi "um reflexo de como a sociedade vê o ajuste fiscal", que não aprova seu impacto negativo sobre a economia e a geração de empregos.

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