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Shell acerta compra da BG Group por US$70 bi

Brasil|Do R7

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Por Dmitry Zhdannikov e Karolin Schaps

LONDRES (Reuters) - A Royal Dutch Shell fechou acordo para comprar a rival de menor porte BG Group por 70 bilhões de dólares na primeira grande fusão no setor de petróleo em mais de uma década, reduzindo a diferença frente à líder de mercado, a norte-americana ExxonMobil, após uma queda dos preços da commodity.

A anglo-holandesa Shell fará o pagamento em dinheiro e ações, avaliando cada ação da BG em cerca de 1,35 pence, disseram as companhias de energia nesta quarta-feira. Trata-se de um prêmio de cerca de 52 por cento sobre a média de negociação de 90 dias da BG, o que estabelece um padrão alto para quaisquer eventuais ofertas rivais.

A maior fusão deste ano dará à Shell acesso às operações multibilionárias da BG no Brasil, leste da África, Austrália, Cazaquistão e Egito. Elas incluem alguns dos mais ambiciosos projetos de gás natural liquefeito do mundo.

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Costurado pelo presidente-executivo da Shell, Ben van Beurden, e pelo presidente do Conselho da BG, Andrew Gould, o acordo vem após a forte queda dos preços do petróleo desde junho, estabelecendo um prêmio maior sobre o acesso a reservas provadas do que sobre exploração.

"Estávamos procurando algumas oportunidades, com a BG estando sempre no topo da lista das empresas com as quais queríamos nos combinar", disse Van Beurden, da Shell, em teleconferência.

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"Temos dois portfólios muito fortes que se combinam globalmente em águas profundas e sistema de gás integrado".

A Shell disse que o acordo irá ampliar suas reservas de petróleo e gás em 25 por cento. A empresa também planeja aumentar as vendas de ativos para 30 bilhões de dólares entre 2016-2018 após o acordo.

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A britânica BG tem um valor de mercado de 46 bilhões de dólares segundo o patamar de fechamento de terça-feira, e a Shell é avaliada em 202 bilhões de dólares, enquanto a Exxon, a maior petroleira em valor de mercado do mundo, era avaliada em 360 bilhões de dólares.

Van Beurden disse que a presença das duas grandes empresas em Austrália, Brasil, China e na União Europeia pode requerer conversas detalhadas com autoridades antitruste, mas que é improvável que leve a uma venda de ativos forçada.

A queda dos preços do petróleo após o boom do gás de xisto nos Estados Unidos e uma decisão da Arábia Saudita de não reduzir a produção criou um ambiente similar ao da virada do século, quando muitas fusões ocorreram.

Na ocasião, a BP adquiriu a rival Amoco and Arco, a Exxon comprou a Mobil e a Chevron se fundiu com a Texaco.

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