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Sigilo impede comentários, diz ministério sobre proposta de leniência da OAS

Pasta alega que empreiteira não se mostrou disposta a colaborar com as invesigações

Brasil|Do R7

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O Ministério da Transparência informou que, "em razão do sigilo imposto pela Lei Anticorrupção, não se manifesta sobre nomes de empresas e detalhes dos processos administrativos em andamento", como o acordo de leniência proposto pela OAS — e rejeitado pela pasta. A empreiteira também informou que não comentaria o caso.

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta sexta-feira (10) revelou que o Ministério da Transparência concluiu que a empreiteira não colaborou efetivamente, deixando de apresentar novas provas para desvendar o esquema de corrupção instalado na Petrobrás e outros órgãos federais.

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A reportagem procurou Fernando Luiz Albuquerque Faria por meio da assessoria de imprensa da AGU (Advocacia-Geral da União). "Não houve qualquer citação formal ou mesmo conhecimento do teor do relatório de auditoria, o que impede, neste momento, qualquer manifestação", respondeu o órgão.

Ex-secretário executivo da CGU (Controladoria-Geral da União), Carlos Higino Ribeiro de Alencar informou que não se pronunciaria sobre a auditoria, mas reiterou declarações já feitas. Ele alegou que não há qualquer irregularidade na suspensão de processos de responsabilização e que esse e outros procedimentos seguiram orientação das comissões de investigação, formadas por servidores de carreira, sem violação de normas.

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"Tenho absoluta convicção de que os procedimentos adotados por todos os ministros foram absolutamente de acordo com a lei", afirmou.

Servidores da Transparência ouvidos pela reportagem atribuíram as críticas do TCU (Tribunal de Contas da União) ao "espírito de corpo" da corte, que teve sucessivos embates com a pasta, principalmente na gestão de Dilma Rousseff. Em fevereiro do ano passado, o órgão chegou a pedir uma liminar para não ter de cumprir exigências do TCU sobre acordos. A medida foi concedida pelo ministro Gilmar Mendes, mas seus fundamentos desapareceram com alterações na lei.

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