Skaf defende candidato próprio do PMDB à Prefeitura de SP, mas despista sobre seu futuro
Peemedebista admite conversas da sigla com Marta Suplicy e diz que ela ‘merece respeito’
Brasil|Raphael Hakime, do R7

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, afirmou nesta terça-feira (14) que o PMDB deve deixar de ter papel de coadjuvante nas disputas eleitorais a partir das eleições municipais de 2016 e isso inclui a prefeitura de São Paulo. Skaf disputou o governo de São Paulo em 2014, mas foi derrotado por Geraldo Alckmin (PSDB).
Apesar de já ser conhecido do eleitor de São Paulo, Skaf, que participou da abertura da Fipan (Feira Internacional da Panificação, Confeitaria e Varejo Independente de Alimentos), preferiu despistar sobre uma eventual candidatura para disputar a prefeitura paulistana e alegou que ainda falta muito tempo para o pleito do ano que vem.
— Com essa situação em que o País está, com crise econômica e crise política, eu tenho um compromisso com os cargos que eu ocupo, como a presidência da Fiesp. [...] Estou procurando me desdobrar para ajudar o Brasil num momento de muita dificuldade. [...] Estou totalmente concentrado nas minhas obrigações. Sinceramente, não me passa pela cabeça nada para daqui um ano.
Marta Suplicy
O presidente da Fiesp também comentou a aproximação da senadora Marta Suplicy (sem partido-SP) do PMDB – a ex-petista deixou o PT no final de abril. Skaf reconheceu que a senadora e o PMDB estão com conversas adiantadas para uma possível filiação de Marta – assim como aconteceu entre ela e o PSB anteriormente.
— Você sabe que a política se constrói com conversa. [...] A Marta Suplicy está correta em estar conversando [com esses partidos]. Ela está correta na decisão que tomou de querer sair de um partido que deixou de defender os princípios e as teses que ela entendia como correta. [...] Ela deve ter conversado além do PSB e do PMDB com outros partidos. Essa é uma decisão que vai depender do partido e dela.
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Por mais de uma vez, Skaf enfatizou que ainda resta muito tempo até a definição de uma possível chapa encabeçada pelo PMDB para disputar a prefeitura paulistana. Sobre Marta, o peemedebista reforçou que é um nome que merece respeito por causa da trajetória política da senadora, especialmente no Estado.
— Normalmente, essas coisas acontecem nos 30 últimos segundos da prorrogação do segundo tempo. Então, ainda está faltando tempo. Ainda temos uns 60 ou 70 dias [até setembro] pela frente. Certamente, ela vai estar conversando até lá. Agora é um nome que merece respeito. É uma senadora por SP, foi uma ex-prefeita. Está sendo tratada dentro do PMDB com respeito o futuro quanto ao nome dela.
Ainda falta mais de um ano para as eleições municipais, mas o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, é o candidato natural do PT à reeleição apesar da desaprovação atestada por institutos de pesquisa.
No caso do PMDB, os nomes em maior evidência para uma eventual disputa à prefeitura é o de Paulo Skaf e Gabriel Chalita. Este, no entanto, aceitou o cargo de secretário municipal de educação e, por isso, está mais longe de uma eventual disputa. Um terceiro nome é o da ex-prefeita Marta Suplicy, que está sem partido atualmente.















