Sondada por Bolsonaro, Comissão de Direitos Humanos da Câmara ficará com o PT
Comissão de Turismo e Desporto será desmembrada para atender a demanda do PSC
Brasil|Do R7, com Agência Câmara

Depois de ser desejada pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), a presidência da CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) deverá ficar com um parlamentar do PT. No ano passado, a comissão ficou sob o comando do deputado Marco Feliciano (PSC-SP).
Na semana passada, Bolsonaro — deputado envolvido em várias polêmicas ao se posicionar contra as lutas de movimentos sociais na Câmara dos Deputados — demonstrou interesse em substituir Feliciano na CDHM.
Em entrevista ao R7, Bolsonaro disse que não temia manifestações contrárias a ele caso ele assumisse a CDHM. O deputado foi categórico: “Não são esses ativistas gays e de movimentos negros que vão me atrapalhar”.
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As presidências são divididas de acordo com o tamanho das bancadas federais. O PT tem o maior número de deputados e, portanto, o direito a escolher primeiro.
A legenda deverá presidir também a CCJD (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), a mais importante da Casa, por onde passam todas as proposições, e com mais uma.
De acordo com o líder do PT, deputado Vicentinho (SP), o partido vai pleitear a de Seguridade Social e Família. Além disso, a legenda deve presidir a CMO (Comissão Mista de Orçamento). Em 2014, a presidência dessa comissão cabe a um deputado.
Comissão desmembrada
Os líderes partidários chegaram a um entendimento sobre a divisão das presidências das comissões permanentes da Câmara para 2014.
Em uma prévia da reunião do Colégio de Líderes, marcada para esta terça-feira (18), com o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), foi batido o martelo em relação ao desmembramento da Comissão de Turismo e Desporto.
Com a manobra, a intenção é contemplar o PSC. É que com a criação do Solidariedade e do Pros, o partido ficaria sem direito a ocupar a presidência de uma comissão, neste último ano da Legislatura. A decisão sobre a divisão dessa comissão havia sido anunciada antes e depois revogada, mas agora foi retomada.
O presidente da Henrique Alves voltou a ressaltar que a criação de um colegiado não vai acarretar aumento de gastos:
— Pela LDO aprovada, só se pode criar cargos sob qualquer motivação em projeto de um ano antes. Então, vai ter remanejamento nas comissões. Vamos tirar daqui, de acolá. Só o espaço físico é que nós vamos tentar encontrar uma solução.















