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Brasil STF autoriza extradição de Rocco Morabito, o mafioso italiano mais procurado da Europa

STF autoriza extradição de Rocco Morabito, o mafioso italiano mais procurado da Europa

O pedido foi apresentado pelo governo da Itália contra o homem que é apontado como um dos líderes da máfia italiana 'Ndrangheta

  • Brasil | Márcio Neves, da RecordTV

Mafioso italiano Rocco Morabito, depois de ser preso pela PF na Paraíba, em junho de 2019

Mafioso italiano Rocco Morabito, depois de ser preso pela PF na Paraíba, em junho de 2019

Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição de Rocco Morabito, um dos homens mais procurados da Europa, acusado de integrar uma das maiores organizações criminosas da Itália, a 'Ndrangheta, uma associação mafiosa que se formou na região da Calábria.

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O pedido foi apresentado pelo governo da Itália, para o cumprimento de quatro condenações criminais por tráfico internacional de drogas e envolvimento com organização criminosa, ocorridos em Milão.

Com a decisão, Rocco Morabito ainda deve aguardar uma  autorização do presidente da República, Jair Bolsonaro, para ser enviado de volta à Itália.

Rocco Morabito estava foragido desde junho de 2019, quando fugiu de uma prisão no Uruguai, onde estava detido desde setembro de 2017.

De lá para cá, ele passou por muitas mudanças, que incluíram não só o país de residência, mas também alterações feitas no rosto e no corpo, com procedimentos estéticos.

Mesmo assim, acabou detido em um flat de luxo, à beira-mar, em João Pessoa, na Paraíba, onde ele havia alugado um apartamento no terceiro andar.

No julgamento da extradição, os ministros Dias Toffoli, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes decidiram seguir o voto da relatora do pedido de extradição, a ministra Carmén Lúcia, em sessão da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), sendo a decisão, portanto, unânime e sem possibilidade de recurso.

Segundo o STF, estavam "presentes os requisitos que autorizam a solicitação, entre eles a instrução do pedido e a dupla tipicidade dos crimes (os fatos também são considerados crimes no Brasil)".

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