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Supremo manda soltar senador Delcídio do Amaral

Petista estava preso desde novembro de 2015 por suposto envolvimento na Lava Jato

Brasil|Do R7, com Agência Brasil

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Teori Zavascki justificou a decisão dizendo que as etapas da investigação que o senador poderiaintervir já foram executadas
Teori Zavascki justificou a decisão dizendo que as etapas da investigação que o senador poderiaintervir já foram executadas

O ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta sexta-feira (19) a soltura do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso em novembro do ano passado em operação da PF (Polícia Federal) decorrente da Lava Jato.

Zavascki justificou a decisão da soltura afirmando que a prisão do senador já não é mais necessária porque as etapas da investigação em que o parlamentar poderia interferir, especialmente a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, já foram executadas.


— É inquestionável que o quadro fático atual é bem distinto daquele que ensejou a decretação da prisão cautelar: os atos de investigação em relação aos quais o Senador poderia interferir, especialmente a colaboração premiada de Nestor Cerveró, já foram efetivados e o Ministério Público já ofereceu denúncia contra contra o Agravante.

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Além de Delcídio do Amaral, o chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira, também foi solto. O senador agora não poderá sair a noite enquanto estiver no exercício do mandato, comparecer a Policia para informar e justificar suas atividades. Delcídio também não poderá mudar de endereço sem autorização e será obrigado a entregar seu passaporte em até 48 horas.

O parlamentar está custodiado no Quartel do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Distrito Federal. A prisão do senador foi embasada em uma gravação apresentada à Procuradoria-Geral da República por Bernardo Cerveró, filho de Cerveró.


Segundo a procuradoria, o senador ofereceu R$ 50 mil por mês para Cerveró e sua família, além de um plano de fuga para evitar que o ex-diretor fizesse acordo de delação premiada.

Os fatos ocorreram em uma reunião da qual participaram Bernardo Cerveró, o ex-advogado de Cerveró Edson Ribeiro e o senador Delcídio.

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