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Taxa de retorno vai subir em todas as concessões de infraestrutura, diz secretário

Brasil|Do R7

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Por Luciana Otoni e Alonso Soto

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal vai elevar a taxa de retorno ao investidor nas concessões de portos, aeroportos e ferrovias, disse o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Dyogo Oliveira.

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Em entrevista à Reuters o secretário disse que a medida reflete o aumento do custo do capital no Brasil.

A taxa básica de juros, hoje em 13,75 por cento ao ano, está no maior nível desde 2008. E a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que referencia boa parte dos empréstimos cedidos pelo BNDES, subiu de 5 para 6,5 por cento ao ano desde o ano passado.

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"(A taxa de retorno) será revista para os outros modais", disse o secretário.

Mais cedo nesta sexta-feira o Ministério da Fazenda anunciou aumento da taxa de retorno nas novas concessões de rodovias, de 7,2 para 9,2 por cento ao ano.

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"Uma taxa (de retorno) mais elevada torna, sem sombra de dúvida, os projetos mais atraentes aos investidores", comentou Oliveira.

O governo anunciou em junho um ambicioso Programa de Investimento e Logística de cerca de 200 bilhões de reais.

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A tentativa de melhorar as condições dos projetos para ampliar o interesse de investidores ocorre em momento de forte retração da economia brasileira, marcada por aumento do desemprego, além de inflação alta. Além do cenário econômico adverso, a fraqueza política do governo da presidente Dilma Rousseff tem dificultado a melhora da confiança no país.

Ainda assim, Oliveira disse que há interesse de investidores nacionais e estrangeiros pelos projetos de infraestrutura.

Ele disse à Reuters que empresas formalizaram interesse nos 15 Procedimentos de Manifestação de Interesse (PMI) abertos para a preparação da concessão de 11 rodovias e 4 aeroportos, cujos prazos de adesão venceram nesta sexta-feira.

Na ponta financiadora, o Ministério do Planejamento negocia com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) recursos para a financiar a preparação dos projetos e apoio na atração de investidores internacionais.

O governo quer que essas instituições ofereçam uma linha de crédito alternativa à Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores (ABGF). Essa linha de crédito seria um suporte para a cobertura de sinistros não gerenciáveis aos projetos de infraestrutura como perdas derivada de calamidades ambientais.

Essa operação ocorre simultaneamente à negociação do governo com bancos privados para a capitalização em cerca de 1 bilhão de reais à ABGF. Metade disso caberia ao Tesouro e o restante a um pool de bancos, em ação a ser concluída até o fim do ano.

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