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TCU precisa de controle, diz líder do PT

Auxiliar do Poder Legislativo, órgão não se submete hoje a nenhum controle externo

Brasil|Do R7

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Dias defende a investigação do caso de Raimundo Carreiro
Dias defende a investigação do caso de Raimundo Carreiro

O líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), apresentará em agosto projeto para que integrantes do TCU (Tribunal de Contas da União) e das cortes que julgam finanças de Estados e municípios passem a ser fiscalizados pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Segundo o parlamentar, o caso do ministro do TCU Raimundo Carreiro reforça a necessidade de criação desse controle externo, cujo texto legal vem sendo elaborado desde maio.

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Carreiro mudou seu registro de nascimento para ficar dois anos "mais novo" e, com isso, esticar sua permanência no cargo de ministro do TCU. Assim, ele terá a chance de ocupar a presidência do órgão no biênio 2017-2018 — se não tivesse mudado a idade, ele teria de se aposentar compulsoriamente antes, ao completar 70 anos.

Definido pela Constituição como órgão auxiliar do Poder Legislativo, o TCU não se submete a nenhum órgão de controle externo que avalie condutas de autoridades e servidores ou estabeleça normas e metas de funcionamento e transparência. Propostas nesse sentido não prosperaram até hoje no Congresso — essas funções correcionais costumam ficar a cargo de corregedorias internas, que raramente cumprem com eficácia sua missão.

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— Quando a gente tem um órgão e não há acima dele nada para fazer o controle, o risco de situações como essa é maior. Por isso que eu não defendo um conselho corporativo para os tribunais.

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O senador petista se referiu à retificação do registro de nascimento providenciada por Carreiro. Para o parlamentar, o caso deveria ser investigado.

O líder do PT ainda não definiu como vai apresentar o texto. No mês passado, disse ao Estado que elaboraria uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para agregar ao menos um representante dos tribunais de Contas ao CNJ, estendendo as atribuições do órgão. Agora, avalia também a possibilidade de propor emenda de mesmo teor à PEC 28.

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Essa PEC, do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), tramita desde 2007 e propõe criação de um conselho exclusivo para controle dos tribunais de contas. A matéria está pronta para ser votada na Câmara.

Alternativa

Dias vai ainda propor que o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), hoje com poderes sobre promotores e procuradores da República, agregue a fiscalização dos procuradores que integram o Ministério Público de Contas e têm atuação específica nos tribunais de Contas.

A ideia é polêmica porque, diferentemente das cortes sob o crivo do CNJ, os 34 tribunais de contas do País não integram o Judiciário. Da mesma forma, o Ministério Público de Contas é um órgão especial, desvinculado do Ministério Público Estadual e do Federal.

O líder do PT no Senado afirma que a solução seria a saída mais barata, pois evitaria gastos com a criação de um novo conselho e, consequentemente, mais estrutura e cargos. Além disso, diz, evitaria que conselheiros dos TCEs e ministros do TCU montassem um órgão corporativista, que os blindasse de investigações.

— No CNJ, haveria mais atores avaliando os processos.

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