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Temer diz a colegas que acatará decisão do PMDB

Vice-presidente disse que seguirá decisão do partido se ele não apoiar reeleição de Dilma

Brasil|Do R7

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Temer disse na terça-feira que a aliança para a reeleição de Dilma estava "garantidíssima"
Temer disse na terça-feira que a aliança para a reeleição de Dilma estava "garantidíssima"

Vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer disse na quarta-feira (12), que acompanhará a decisão do partido se ela for no sentido de não apoiar a reeleição de Dilma Rousseff. A afirmação foi feita a parlamentares em seu gabinete. Temer vem sendo cobrado dos dois lados. A presidente pede que ele resolva a crise no Congresso. Já a bancada diz que ele se preocupa mais com o próprio cargo do que com o partido.

"O que o partido resolver, eu estou junto. Faço o que for bom para o partido. Se querem fazer uma convenção que declare a independência do PMDB, que saia do governo, que façam. É preciso que saibam que essa convenção não será feita para mim, para me manter na vice", disse Temer, de acordo com relato de deputados que estiveram com ele ontem.

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"Fui deputado, líder, presidente da Câmara e agora, vice-presidente, por decisão do partido. Não preciso me apegar a nada. Tive sucesso na vida. Se escrever um livro sobre Direito Constitucional, ele vende 500 mil exemplares", desabafou Temer, ainda segundo relatos de parlamentares presentes.

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Ainda de acordo com os colegas de Temer, ele estava tranquilo, embora insistisse que sempre procurou agir em nome do partido. Afirmou que, quando defende a aliança com o PT, está sempre pensando que o PMDB também terá ganhos. "A coligação não foi boa só para o PT. Foi boa também para o PMDB", disse Temer, também segundo os relatos dos seus correligionários.

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As afirmações nos bastidores de Temer ocorrem dois dias depois de ele falar, em público, que a aliança para a reeleição de Dilma estava "garantidíssima".

Na terça-feira (11), pela manhã, após ouvir da presidente uma cobrança para que debelasse a rebelião no PMDB, Temer pediu ao líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), que desse um freio na briga com o governo. Não adiantou. À noite, Cunha comandou o batalhão de dissidentes que derrotou o Planalto e criou uma comissão externa para investigar denúncias de pagamentos de propina a dirigentes da Petrobras por uma empresa da Holanda.

Orientação

Ainda conforme o relato de deputados que estiveram com Temer, ele não reagiu quando foi indagado se Dilma enfrentava o PMDB orientada pelo marqueteiro João Santana. Entre outros, estiveram com Temer no dia de ontem os deputados Leandro Vilela, Sandro Mabel e Pedro Chaves, estes três do PMDB de Goiás, e Elizeu Padilha (RS).

Na terça-feira, no momento em que foi divulgado o resultado da derrota do governo pelo PMDB da Câmara, Temer estava reunido com o presidente interino do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), o presidente do PT, Rui Falcão, e o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil). Eles faziam negociações preliminares para apresentar hoje à presidente, em reunião sobre os acordos regionais entre PT e PMDB. Dilma já fez uma oferta de apoio do PT a candidatos do PMDB em Estados como Paraíba, Tocantins, Maranhão, Alagoas e Rondônia. 

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