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Temer diz que 'não há movimento' para interromper Lava Jato

Presidente da República declarou que ida da Polícia Federal para o Ministério Extraordinário da Segurança Pública não afeta andamento das operações

Brasil|Da Agência Brasil

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Temer garantiu que Lava Jato não sofrerá interrupção
Temer garantiu que Lava Jato não sofrerá interrupção

O presidente Michel Temer (MDB) convocou governadores de todos os estados e ministros para uma reunião na próxima quinta-feira (1°) com o objetivo de discutir questões de segurança pública. Raul Jungmann, recém-empossado no Ministério Extraordinário da Segurança Pública, vai participar do encontro.

Temer concedeu entrevista a jornalistas após a cerimônia de posse de Jugmann e, ao ser questionado sobre a Operação Lava Jato, o presidente garantiu que não haverá qualquer tipo de interrupção nas investigações com a transferência do Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça para a nova pasta da Segurança Pública.


“Isso aí tem sido tranquilamente levado adiante. Não há um movimento sequer com vistas à interrupção. Aliás, vamos registrar o fato: segurança pública é combater a criminalidade. Que tipo de criminalidade? Aquela digamos mais evidenciada como tráfico de drogas, bandidagem em geral, e, evidentemente, a corrupção. Essa é a função do Ministério Extraordinário da Segurança Pública”, disse.

Ainda durante a entrevista para os jornalistas, Temer falou sobre a possibilidade de a intervenção federal ir para outros Estados além do Rio de Janeiro. “O ministério é que vai cuidar dessas questões. Convidei governadores de estado para, juntamente com Raul Jungmann, fazermos uma reunião. Vamos começar tratar dessas questões dos Estados aí, pontualmente, vamos verificando caso a caso”, respondeu.

Durante discurso na cerimônia de posse, Temer disse que o auxílio do governo federal na área de segurança pública não deve ficar restrito ao Rio de Janeiro, uma vez que o auxílio da União é solicitado pro vários estados. “Disse eu, no Rio de Janeiro, logo após a intervenção: não vamos ficar apenas no Rio de Janeiro. A segurança pública hoje é algo solicitado em todo o país”, disse.

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