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Temer e presidentes da Câmara e do Senado vão analisar PEC do Voto Aberto

Congresso estuda a possibilidade de fatiar a medida aprovada ontem pelos deputados

Brasil|Do R7

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Os presidentes da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reúnem-se ainda nesta quarta-feira (4) com o presidente da República em exercício, Michel Temer, para pedir a retirada da urgência constitucional do projeto do Código da Mineração e avaliar a possibilidade do Congresso Nacional fatiar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que institui o voto aberto.

Com isso, seria promulgada apenas a parte que estabelece votação aberta nos processos de cassação de mandato de parlamentares.


Henrique Alves disse que concorda inteiramente com a proposta do senador Renan Calheiros de fatiar a proposta e promulgar apenas o dispositivo que institui o voto aberto nos processos de perda de mandato.

— É possível fatiar, sim. Vejo com bons olhos. Seria um passo importante e, se for o caso, promulgar na semana que vem [a parte da PEC que institui voto aberto nos processos de cassação de mandatos].


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O Senado já aprovou, e está tramitando na Câmara, uma PEC que institui o voto aberto nos processos de cassação de parlamentares. Na última terça-feira (3) os deputados aprovaram proposta que torna abertas todas as votações nos três níveis do Legislativo. Com isso, está incluído na PEC aprovada pela Câmara o voto aberto nos processos de cassação de mandato.


Alves lembrou que já houve casos de fatiamento de PECs no Congresso para que fosse promulgada apenas a parte aprovada nas duas Casas Legislativas.

— Se acertarmos a promulgação do voto aberto nas cassações, vou consultar os líderes. Acho que é uma boa solução política para acelerar o processo. Os outros artigos ficariam para posterior discussão. Acho que essa ideia teria o apoio de todos os parlamentares da Câmara.


Ele ressaltou que muitos partidos mostraram-se contra muitas questões da PEC aprovada ontem, que era a mais radical.

— Votou-se ontem a PEC mais radical, porque era hora de dar uma resposta ao que houve na semana passada [manutenção do mandato do deputado Natan Donadon (sem partido-RO), condenado a 13 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal].

O presidente da Câmara informou ainda que ele e o relator do Código da Mineração, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), acertaram para 15 de outubro a votação do texto na comissão especial que analisa a proposta. Alves levará a informação a Temer na tentativa de sensibilizar o governo para retirar a urgência e possibilitar que a Câmara aprecie outras matérias até a votação do Código Mineral.

Para Alves, com as negociações, o governo terá mais segurança que o código será votado e que não haverá protelação do Parlamento na apreciação da matéria. Com isso, o governo pode retirar a urgência, que está impedindo a votação de muitas matérias, acrescentou o deputado.

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