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Temer investigado: STF nega habeas a empresário do Porto de Santos

Antônio Celso Grecco é dono da Rodrimar empresa investigada pela PF e que teria sido beneficiada por decreto de Temer

Brasil|Diego Junqueira, do R7

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Grecco foi preso temporariamente na quinta-feira
Grecco foi preso temporariamente na quinta-feira

A ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou na noite desta sexta-feira (30) um pedido de habeas corpus (liberdade) ao empresário Antônio Celso Grecco, dono da Rodrimar, empresa que atua no porto de Santos (SP).

Grecco, de 70 anos, foi preso na quinta-feira (29) durante a operação Skala, da Polícia Federal, que investiga o pagamento de propina a agentes públicos por empresas que atuam na região portuária de São Paulo.


No pedido de prisão — feito pela procuradora-geral da República Raquel dodge e autorizada pelo ministro do STF Luís Roberto Barroso — a procuradora aponta para a 'existência de suspeitas que (Grecco) seja principal articulador entre empresários do setor portuário de Santos (SP), no interesse de sua empresa, e agentes públicos envolvidos nos crimes investigados, inclusive proximidade com Michel Temer'.

Como a investigação é relatada no Supremo pelo ministro Barroso, Rosa Weber afirmou em sua decisão que o pedido “não se presta, manifesta a inadequação da via eleita, para apreciação da tese defensiva com vista à revogação da decisão de prisão temporária decretada nos autos da AC 4.381, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, objeto de petições avulsas protocoladas pela Defesa do paciente e ainda pendentes de apreciação pelo Relator da causa”.


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A ministra negou o pedido e atribuiu “o exame de eventual medida cautelar ao Relator do feito”.

No pedido de habeas corpus negado, a defesa alega que "a existência de simples suspeitas já não bastaria, portanto, de toda forma, para autorizar a prolação de um decreto prisional, ainda que a título temporário, já que a lei n. 7.960/89, em seu artigo 1.º, inciso III, exige a presença de 'prova admitida na legislação penal', ou seja, no mínimo indícios da participação em crime, e não mera suspeita".


Na avaliação dos defensores de Grecco, no caso dos autos, "o decreto prisional se equilibra sobre premissa ainda mais frágil, já que as tais 'suspeitas' seriam, pasmem, Excelências!, de condutas lícitas". 

"Sim, pois o que há de ilegal, a priori, em defender os interesses de sua própria empresa? Ou ser 'próximo' de alguém, ainda que esse alguém ocupe, atualmente, a Presidência da República?", perguntam os advogados.


O R7 tentou contato com a defesa do acusado e aguarda um posicionamento.

A operação Skala mirou amigos e antigos aliados de Temer, como o coronel reformado da PM João Baptista Lima Filho, o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi e o empresário e advogado José Yunes, todos presos em caráter temporário por cinco dias — ao todo, o ministro mandou prender 13 investigados

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