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'Temos dois anos para reduzir e eliminar impostos', diz Guedes

Ministro avalia que o trabalho que o governo pretende fazer na área tributária tem o objetivo de tornar o Brasil mais competitivo

Brasil|Do R7

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Mudanças dependem de acordo entre Mercosul e UE
Mudanças dependem de acordo entre Mercosul e UE

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (4) que o governo tem dois anos para "simplificar, eliminar e reduzir impostos", em referência ao período previsto para que o acordo entre Mercosul e União Europeia comece a entrar em vigor.

Antes de começar de fato, o acordo precisa ser aprovado pelos congressos dos países que participam dos blocos. Guedes faz apresentação na edição deste ano da Expert, evento da XP Investimentos, em São Paulo.

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Grupo faz avanço importante para elevar competitividade, diz Guedes

Segundo Guedes, o trabalho que o governo pretende fazer na área tributária tem o objetivo de tornar o país mais competitivo, em condições de disputar no mercado internacional e para que o acordo seja positivo para o Brasil.

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Enquanto falava sobre a falta de abertura do Brasil para o comércio internacional, Guedes criticou a aliança do Mercosul com a Venezuela, que, na visão, era muito mais uma aliança política e ideológica do que uma integração econômica. "Não é uma organização econômica interessante para nós", disse o ministro, classificando a situação como "obsoleta".

O ministro criticou a maneira como o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) estava funcionando na relação com o setor privado, com lideranças industriais obsoletas que travavam a abertura.

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"Não teria sido possível (o acordo) se não tivéssemos juntado os ministérios", disse. "Por que a abertura comercial não foi feita antes? Parte por ideologia e parte por lobby", disse.

O acordo com a União Europeia, na visão de Guedes, vai na linha do plano do governo de abrir o País de maneira gradual. "A abertura gradual da economia está assegurada", disse.

O ministro disse ainda que, resolvendo a questão fiscal do Brasil, o País caminhará para a redução dos juros. "Os juros devem descer lá na frente", disse, em referência às expectativas do mercado.

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