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Testemunha-chave da Lava Jato depõe hoje na Justiça Eleitoral

Presidente da UTC é apontado como líder do cartel de empreiteiras que atuava na Petrobras

Brasil|Do R7, em Brasília

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Ricardo Pessoa cumpre prisão domiciliar em São Paulo por ter assinado acordo de delação premiada com a Justiça
Ricardo Pessoa cumpre prisão domiciliar em São Paulo por ter assinado acordo de delação premiada com a Justiça

O dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, prestará depoimento à Justiça Eleitoral na manhã desta terça-feira (14) no processo que investiga supostas irregularidades na campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff. A audiência está marcada para as 9h na sede do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo).

Na última semana o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello autorizou o deslocamento do empresário até o Tribunal. Pessoa vai prestar esclarecimentos sobre doações de campanhas feitas pela UTC no valor de R$ 7,5 milhões para a campanha do PT à Presidência da República.


O pedido foi feito pelo presidente em exercício do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ministro do STF, Gilmar Mendes. 

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O depoimento será feito na ação protocolada pelo PSDB no TSE em dezembro do ano passado que pediu a cassação do registro de candidatura de Dilma por abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral de 2014.

Pessoa é apontado pelo Ministério Público como o coordenador de um cartel de empresas que se juntaram para obterem contratos de obras da Petrobras e, em troca, pagavam propina a funcionários da empresa, a operadores que lavavam dinheiro do esquema, a políticos e partidos. 


O empresário cumpre prisão domiciliar em São Paulo por ter assinado acordo de delação premiada com a Justiça. Por colaborar com as investigações, ele também terá a pena reduzida. 

Reportagem publicada no último dia 29 pela revista "Veja", informa que Pessoa teria apontado nomes de outros 18 políticos que teriam sido beneficiados com dinheiro de propina. Entre eles estão os ministros Aloizio Mercadante, da Casa Civil, que concorreu ao governo do Estado de São Paulo em 2010, e Edinho Silva, da Comunicação Social, tesoureiro da campanha de reeleição da presidente Dilma.


No depoimento desta quarta, ele deve confirmar as informações apresentadas aos promotores. Após o vazamento, a presidente Dilma convocou ministros para uma reunião emergencial no Palácio da Alvorada para discutir o assunto antes de viajar aos EUA.

Tanto Mercadante quanto Edinho afirmam que as doações foram feitas legalmente e registrada na prestação de contas da campanha. A presidente Dilma também defendeu que a contribuição de R$ 7,5 milhões da empreiteira UTC para sua campanha foi registrada e realizada de maneira legal e que "não respeita delator"

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