Testemunhas faltam à sessão do processo de Vargas no Conselho de Ética
Parlamentares aproveitaram para testar equipamentos de videoconferência para ouvir doleiro
Brasil|Do R7, com Agência Câmara

Pela segunda vez consecutiva, testemunhas que deveriam ser ouvidas nesta quarta-feira (25), faltam a sessão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar no processo contra o deputado André Vargas (Sem partido-PR).
Seriam ouvidos hoje o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha — que teria intermediado as negociações com o laboratório Labogen, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), o presidente do PT, Rui Falcão e o líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP).
O relator do processo, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), ressaltou que o não comparecimento pela segunda vez permitiria ao colegiado dispensar a oitiva das testemunhas. O prazo para Delgado apresentar o relatório termina no dia 24 de julho.
Delgado havia convidado Bernardo Tosto, dono do jatinho que teria sido usado por Vargas em viagem de férias com a família para João Pessoa (PB). A pedido de Tosto, porém, o colegiado concordou que ele preste os esclarecimentos por escrito.
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Os parlamentares aproveitaram o tempo livre para testar equipamentos de videoconferência que serão usados para ouvir o doleiro Alberto Youssef na próxima quarta-feira (2).
Andre Vargas é investigado por supostamente ter atuado em favor da empresa Labogen, que pretendia fechar um contrato com o Ministério da Saúde para fornecimento de remédios. A empresa seria um laboratório de fachada do doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na operação Lava Jato, de combate à lavagem de dinheiro. O deputado nega as acusações.















