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'Tinha receio do que os membros do governo poderiam fazer', diz Funaro

Doleiro prestou depoimento para a Justiça Federal nesta terça (21)

Brasil|Juliana Moraes, do R7

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Funaro falou que Geddel ligava para sua mulher
Funaro falou que Geddel ligava para sua mulher

O operador financeiro Lúcio Funaro prestou depoimento nesta terça-feira (21) na 10ª Vara da Justiça Federal, nesta terça-feira (21), em Brasília. O doleiro falou que, antes de decidir fazer delação premiada, ficou com medo de retaliações de integrantes do governo Temer.

“Receio dele [Geddel Vieira Lima], pessoalmente, não tinha nenhum. Mas como ele era do primeiro escalão do governo, tinha receio do que os membros do primeiro escalão do governo poderiam fazer”, falou.


Ainda de acordo com Funaro, amigos de Temer não se entendiam sobre todos os assuntos. “Fiquei assustado porque, dentro do próprio governo, não havia uma linha para resolver os assuntos pendentes. Era um amigo do presidente atacando outro amigo do presidente”.

Funaro citou suspeitas que foram levantadas contra ele para falar sobre o medo que sentia. “Foi imputado a mim a entrega de R$ 4 milhões a Sr. José Yunes [amigo e ex-assessor de Michel Temer]. E não é verdade. Eu recebi dele R$ 1 milhão para entregar a Geddel”.


Durante o depoimento, Funaro também explicou as ligações do ex-ministro Geddel Vieira Lima para sua mulher, Raquel Pitta, após sua prisão.

“Depois da minha prisão, que eu saiba, eles [Raquel e Geddel] não tiveram mais contatos pessoais. Passaram a ter contato quase que semanais, pelo que ela me narrava quando ia me visitar, da parte dele [Geddel] ligando para ela para saber como eu estava, se estava precisando de alguma coisa. Como eu estava de cabeça”, falou.


Funaro contou também que conheceu Geddel no fim de 2011 e que Eduardo Cunha foi quem os apresentou. Ele também falou que apresentou a mulher, Raquel Pitta, para Geddel durante um voo para Salvador, no ano de 2012, mas que os dois tiveram poucos encontros pessoais.

O doleiro ainda alegou que o ministro Eliseu Padilha era o responsável por “tratar” sobre ele no STF (Supremo Tribunal Federal). “Uma vez me foi relatado que ele [Geddel] falou que estava tentando ajudar dentro daquilo que podia. Em relação a isso não posso falar o que significa dentro daquilo que ele podia ajudar e não podia, nunca foi específico. Depois vim a saber, mas não foi confirmado pela minha mulher, que em conversa com Francisco de Assis, da JBS, falava que quem estaria tratando do meu assunto perante o STF era o ministro Eliseu Padilha [Casa Civil]”, relatou.


Funaro está preso desde julho do ano passado por suspeita de envolvimento no esquema de desvios no FI-FGTS, um fundo de investimentos administrado pela Caixa Econômica Federal.

Raquel Pitta, mulher de Funaro, e Roberta Funaro, irmã do doleiro, confirmaram durante o depoimento desta terça-feira (21) que Geddel mantinha contato após a prisão de Funaro.

Outro lado:

Procurada pela reportagem do R7, a defesa de Geddel Vieira Lima ainda não se manifestou sobre o assunto.

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