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Trégua no Iêmen começa após bombardeios; Irã envia navio cargueiro

Brasil|Do R7

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Por Mohammed Ghobari e Mohammed Mukhashaf

CAIRO/ÁDEN (Reuters) - Ataques aéreos liderados pela Arábia Saudita atingiram a capital iemenita, Sanaa, controlada por rebeldes, horas antes de uma trégua humanitária de cinco dias entrar em vigor nesta terça-feira, e os Estados Unidos alertaram contra "ações provocadoras" após o Irã ter despachado um navio de carga para o Iêmen.

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O cessar-fogo começou às 23h (17h em Brasília), disse o brigadeiro-geral Ahmed Asseri, porta-voz de uma coalizão liderada pelos sauditas que tem atacado rebeldes houthis no Iêmen desde 26 de março.

A intenção da trégua é permitir o envio de alimentos e remédios para o país, o qual, segundo grupos de ajuda, enfrenta uma catástrofe humanitária após mais de sete semanas de guerra.

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Apesar da trégua iminente, os houthis bombardearam áreas na província de Jizan, na fronteira saudita, até os últimos momentos antes de o cessar-fogo começar, disse Asseri à televisão al-Arabiya, acrescentando que isso não dava confiança de que o grupo rebelde tinha a intenção de manter a trégua.

Com a aproximação do cessar-fogo, testemunhas disseram que a coalizão bombardeou posições houthis na cidade portuária de Áden, sul do Iêmen, onde grupos locais armados ainda combatem os rebeldes. 

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Os Estados Unidos disseram estar rastreando navios de guerra iranianos que acompanhavam um navio cargueiro com destino ao porto de Hodaida e pediram para que o Irã utilizasse um centro de distribuição da Organização das Nações Unidas (ONU) no Djibouti para fornecer ajuda às pessoas no país da península arábica.

"Nós desencorajamos quaisquer ações provocativas", disse o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Jeff Rathke.

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O Irã é um aliado do movimento houthi, facção política mais poderosa do Iêmen, acusada pela coalizão de dar o golpe no governo legítimo do país.

(Reportagem adicional de Sam Wilkin, em Dubai; de Angus McDowall, em Riad; de Mostafa Hashem, no Cairo; e de Stephanie Nebehay e Tom Miles, em Genebra)

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