Três em cada quatro barracos das favelas brasileiras ficam em regiões metropolitanas
País possui quase 11,5 milhões de pessoas vivendo em 3,2 milhões de residências improvisadas
Brasil|Do R7

O Brasil tem quase 11,5 milhões de pessoas que vivem em 3,2 milhões de barracos em favelas espalhadas pelo território nacional. Deste total de domicílios, 77% das casas estão nas regiões metropolitanas com mais de 2 milhões de habitantes. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (6).
As favelas, chamadas de aglomerados subnormais pelo IBGE, são caracterizadas por um conjunto de, no mínimo, 51 unidades habitacionais carentes — como barracos, casas etc. Outra peculiaridade para a análise do IBGE é que essas moradias ocupam um terreno alheio, de propriedade pública ou particular, e estão dispostas de forma desordenada e/ou densa.
De acordo com o instituto, a concentração das favelas nas regiões metropolitanas “reflete o peso que as metrópoles assumiram no processo de urbanização brasileira, concentrando atividades econômicas mais dinâmicas e atraindo, com isso, grandes contingentes populacionais”.
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O estudo indica ainda que o Brasil tem 15.868 favelas distribuídas pelo território nacional. Essas comunidades ocupam uma área estimada de 1.691 km² em todo o País — o equivalente a uma cidade de São Paulo (1.530 km²).
Estrutura e mobilidade
O IBGE identificou que a maioria das vias de circulação interna para os domicílios nas favelas brasileiras é de ruas, seguidos de becos e travessas. A ocorrência de escadarias, passarelas e pinguelas, embora pouco significativa numericamente, apresenta importância regional.
Outro dado relevante observado pelos agentes do IBGE é que, em termos nacionais, a maior parte dos barracos das favelas não tem nenhum espaçamento entre as construções (72,6%) e 64,6% deles têm mais de um pavimento.
Áreas de risco
A pesquisa revelou ainda que, quando considerado o local em que a favela se instalou, a mais representativa foi aquelas localizadas às margens de córregos, rios ou lagos/lagoas, com cerca de 12% do total de domicílios.
O instituto alerta que “a ocupação nestas áreas e em manguezais representa impacto negativo sobre o meio ambiente, pois favorece a degradação de áreas importantes para a manutenção dos recursos hídricos e biológicos”.















