Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Tribunal mantém ex-ministro José Dirceu na prisão

Ex-ministro está preso desde 3 agosto, quando foi deflagrada a 17ª fase da Lava Jato

Brasil|Do R7

  • Google News
Pedido de liberdade de Dirceu já havia sido descartada no dia 18 de setembro
Pedido de liberdade de Dirceu já havia sido descartada no dia 18 de setembro

A 8ª TRF4 (Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região) julgou nesta quarta-feira (14) o mérito do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (Governo Lula) e manteve, por unanimidade, sua prisão preventiva. Dirceu está preso desde 3 agosto, quando foi deflagrada a Operação Pixuleco, 17ª fase da Lava Jato.

A solicitação de liberdade já havia sido descartada liminarmente pelo desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato, no dia 18 de setembro. As informações foram divulgadas pelo Tribunal nesta quinta-feira (15).


A defesa alegou que não há fundamento concreto para justificar a detenção preventiva e que Dirceu tem colaborado com as investigações. Os advogados afirmam ainda que o ex-ministro encerrou as atividades da JD Assessoria e Consultoria — empresa por meio da qual, segundo a força-tarefa da Lava Jato, Dirceu teria recebido propina do esquema de corrupção da Petrobras.

Leia mais notícias de Brasil no R7


STF autoriza Polícia Federal a ouvir Lula em inquérito da Lava Jato

A defesa afirma que com a desativação da JD Assessoria "não há risco de reiteração criminosa".


Segundo o desembargador Gebran, há fatos concretos justificadores da prisão preventiva, tais como o pagamento de propina oriunda do esquema, relatado em delações premiadas, e os registros de serviços prestados ao ex-ministro pagos pelas empresas investigadas, como reformas em imóveis e fretamento de táxi aéreo.

Ex-vereador preso na Lava Jato é ligado a José Dirceu


Quanto às atividades de Dirceu como consultor, Gebran ressalta que o ex-ministro recebeu por serviços enquanto cumpria pena por condenação no mensalão. "Sequer a instauração de ação penal perante o Supremo Tribunal Federal, e posterior condenação, inibiu o paciente [Dirceu] e os demais envolvidos", apontou o magistrado.

"Mostra-se inevitável a adoção de medidas amargas que cessem a cadeia delitiva e sirvam de referência aos que tratam com desprezo as instituições públicas, sempre acreditando na impunidade. Os delitos financeiros e contra a Administração Pública trazem reflexos mais amplos e atingem toda a coletividade", destacou Gebran em seu voto.

R7 Play: assista à Record onde e quando quiser

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.