Tropas regulares sírias se preparam para lançar ofensiva contra Aleppo
Batalha na província começou há quase um ano e, desde então, os bombardeios são diários
Brasil|Do R7
As tropas regulares sírias se preparavam para lançar uma ofensiva contra a cidade e a província de Aleppo (Norte) para reconquistar as áreas controladas pelos rebeldes, afirmou neste domingo (9) à AFP um responsável pelos serviços de segurança sírios.
— É provável que a batalha de Aleppo comece ou nas próximas horas, ou nos próximos dias, para recuperar os povos e cidades ocupadas (pelos rebeldes) na província.
O responsável, que não deu mais informações, acrescentou que "o exército árabe sírio está pronto para executar sua missão nesta província".
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Na semana passada, as tropas de Bashar al-Assad, apoiadas pelos militantes armados do Hezbollah, retomaram o conjunto da região de Qousseir, um bastião rebelde no centro-oeste do país.
Analistas tinham afirmado à AFP que o regime, reforçado por sua vitória em Qousseir, se preparava para lançar ofensivas em outras regiões do país que estão fora de seu controle.
O jornal sírio Al Watan, próximo ao poder, informou neste domingo (9) que o exército "começou a destacar tropas de grande escala na província de Aleppo, se preparando para uma batalha no interior da cidade e em sua periferia".
Os rebeldes lançaram a batalha de Aleppo há quase um ano e, desde então, os combates e bombardeios são diários na segunda cidade do país, ex-capital econômica da Síria.
Al Watan acrescentou, além disso, que "o exército sírio vai utilizar a experiência de Qousseir, na região de Ghuta (próximo a Damasco) e avançar na província de Hama (centro) contígua à de Homs".
O OSDH (Observatório Sírio de Direitos Humanos) informou, há dois dias, que o exército sírio concentrava "milhares" de soldados na região de Aleppo com o objetivo de tomar as posições rebeldes e cortar as vias de fornecimento em armas desde a Turquia.
O OSDH tinha indicado que o Hezbollah enviou "dezenas de quadros para formar centenas de sírios xiitas para o combate", mas não combatentes.
Os alauítas, comunidade do presidente Assad, são um braço do xiismo. Os rebeldes são, em sua maioria, sunitas.
Na cidade de Homs, onde subsistem focos de resistência rebeldes sitiados há um ano, militantes expressaram o temor de que sejam os próximos alvos depois de Qousseir.
O OSDH informou ainda que rebeldes islamitas contrários ao regime sírio mataram um adolescente de 15 anos acusado de blasfêmia, na frente da família.
O adolescente vendia café em Aleppo e os islamitas o ouviram usar uma expressão que consideraram on blasfematória em uma conversa com um amigo. Os rebeldes deram dois tiros, um na boca e outra na nuca, no jovem diante de seus pais e irmãos, afirma o OSDH.
O diretor do Observatório, Rami Abdel Rahman, afirmou que provavelmente eram islamitas estrangeiros.
— Falavam árabe clássico e não o dialeto sírio.
O OSDH pediu a detenção dos assassinos. Uma pessoa morreu neste domingo em confrontos entre partidários e rivais do Hezbollah diante da embaixada do Irã em Beirute, informou uma fonte do exército libanês.
Em Beirute, um jovem faleceu depois de ser ferido em um confronto que explodiu quando partidários do movimento xiita atacaram pessoas que protestavam contra a participação do Hezbollah nos combates na Síria.
A confusão aconteceu diante da embaixada do Irã, país que apoia o Hezbollah. Jovens hostis ao Hezbollah organizavam um protesto perto da embaixada, mas em poucos segundos surgiram outros jovens, que começaram a atacar os primeiros e os jornalistas.















