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Trump ameaça Venezuela com "opção militar"

Brasil|Do R7

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Por James Oliphant

BEDMINSTER, Estados Unidos (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta sexta-feira uma intervenção militar na Venezuela, uma surpreendente escalada na resposta de Washington à crise política venezuelana.

A Venezuela pareceu se encaminhar a um estágio mais volátil de agitações nos últimos dias, com forças antigoverno saqueando armas dos militares após a instalação de uma Assembleia Constituinte.

"O povo está sofrendo e está morrendo. Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar se necessário", disse Trump a jornalistas.

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Mais de 120 pessoas morreram e milhares foram presas em quatro meses de protestos contra o governo.

O governo em Caracas não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a ameaça de Trump.

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As autoridades venezuelanas têm dito há muito tempo que os EUA estavam planejando uma invasão. Um ex-general disse à Reuters neste ano que alguns mísseis antiaéreos foram colocados ao longo da costa do país para eventualidade.

Em Washington, o Pentágono disse que não recebeu nenhuma ordem da Casa Branca sobre a Venezuela. O porta-voz do Pentágono, no entanto, declarou que as insinuações do governo venezuelano de que os EUA planejam uma invasão não têm sentido.

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Trump, questionado se as forças dos EUA liderariam qualquer operação na Venezuela, se recusou a fornecer detalhes.

"Nós não falamos sobre isso, mas uma operação militar - uma opção militar -certamente é algo que podemos buscar", disse Trump.

Os EUA impuseram sanções contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e outras autoridades venezuelanas no dia 31 de julho, depois que Maduro estabeleceu uma Assembleia Constituinte comandada por seus aliados do Partido Socialista.

Washington não aplicou sanções à indústria petrolífera do país membro da Opep, que fornece aos EUA cerca de 740 mil barris de petróleo por dia.

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