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Trump defende proibição de imigração de países com história de terrorismo

Brasil|Do R7

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Por Ginger Gibson e Steve Holland

WASHINGTON/MANCHESTER, EUA (Reuters) - Donald Trump, candidato republicano a presidente, disse nesta segunda-feira que vai suspender a imigração para os Estados Unidos de países “onde há uma história provada de terrorismo” contra os EUA, na sua mais forte reação até agora ao massacre da boate em Orlando.

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Hillary Clinton, a rival democrata, alertou contra a demonização dos muçulmanos norte-americanos, oferecendo um abordagem totalmente diferente sobre segurança nacional, à medida que os candidatos bateram de frente em discursos nos quais reagiram ao ataque numa boate gay em que 49 pessoas e o agressor armado foram mortos e 53 pessoas ficaram feridas. Foi a ação do tipo com mais mortes na história recente dos EUA.

"O terrorista de Orlando pode estar morto, mas o vírus que envenenou a mente dele permanece muito forte, e nós temos que atacá-lo”, afirmou Hillary, a potencial escolhida para ser a candidata democrata, em Cleveland.

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Em Manchester, em New Hampshire, Trump disse que, se eleito, usaria a sua autoridade executiva para controlar melhor a imigração, enfatizando um dos principais temas da sua campanha para as eleições de 8 de novembro. Ele notou que o responsável pelo ataque em Orlando, Omar Mateen, de 29 anos, tinha pais nascidos no Afeganistão.

"Eu usaria esse poder para proteger o povo norte-americano. Quando eleito, eu vou suspender a imigração de regiões do mundo onde haja uma história provada de terrorismo contra os EUA, Europa e nossos aliados, até compreendermos plenamente o que é preciso para terminar com essas ameaças”, disse o rico empresário.

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Trump desafiou Hillary a explicar por que ela é a favor de aceitar refugiados da guerra civil síria e disse que as suas políticas iriam proteger melhor mulheres, gays, lésbicas, judeus e cristãos norte-americanos. O apoio de Trump junto a mulheres e gays é bem menor do que o de Hillary.

"O Islã radical é antimulher, antigay, antiamericano”, disse Trump. “Eu me recuso a permitir que os EUA se tornem um local onde pessoas gays, pessoas cristãs, pessoas judias sejam alvos da perseguição e da intimidação de pregadores do ódio e da violência do Islã radical.”

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Trump também atacou o presidente norte-americano, Barack Obama, o questionando por que ele não usa o termo “terrorismo radical islâmico” ao descrever esses ataques. Ele declarou que tanto Obama quanto Clinton não têm preparo para comandar o país.

Matten era nascido nos EUA e filho de imigrantes afegãos. Armado com um rifle e se dizendo leal ao Estado Islâmico, ele abriu fogo numa boate gay em Orlando no início do domingo.

(Reportagem adicional de Susan Heavey e Alana Wise em Washington)

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