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TSE vai mapear normas internacionais sobre notícias falsas

Conselho visa desenvolver estudos sobre a influência da internet nas eleições

Brasil|Do R7

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TSE discute a criação de um manual conta as fake news
TSE discute a criação de um manual conta as fake news

Em reunião a portas fechadas nesta segunda-feira (11), na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições decidiu que fará um mapeamento de normas internacionais e boas práticas no tratamento de "fake news".

A ideia é colher subsídios a partir da análise aprofundada de como outros países — principalmente Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e França — enfrentam a questão.

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Segundo a reportagem apurou, os conselheiros também acertaram a criação de um manual para orientar juízes eleitorais na tomada de decisões sobre remoção de conteúdo, além da elaboração de cartilhas educativas para conscientizar os eleitores sobre a disseminação de notícias falsas nas redes sociais. As discussões no entanto, ainda se encontram em estágio incipiente.

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"Houve um saldo extremamente positivo. Como [fake news] é um tema novo e complexo, existe um esforço de se fazer um diagnóstico para definir as providências que podem ser tomadas e mapear boas práticas internacionais", disse à reportagem o conselheiro Thiago Tavares, presidente da associação SaferNet Brasil.

No encontro ainda foi cogitada a criação de um ambiente virtual — em um site ou aplicativo — para denúncias de fake news e a formulação de sugestões para o próprio conselho. O grupo também vai analisar as propostas de resolução do TSE para as próximas eleições no intuito de apresentar sugestões.

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Durante as duas horas de reunião, os conselheiros consideraram fundamental que as propagandas impulsionadas na internet sejam identificadas como propagandas políticas e informem os usuários sobre os seus custos.

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Os conselheiros também discutiram a abertura de um canal de comunicação com gigantes da área de tecnologia, como o Facebook e o Google, que não fazem parte do grupo mas já foram chamados para reuniões com integrantes do TSE.

Além disso, levantou-se a possibilidade de se expandir o número de integrantes do conselho - atualmente composto por sete representantes ligados ao TSE e ao governo federal (inclusive do Exército e da Abin) e três da sociedade civil.

Inclusão

Para o coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio, Pablo Cerdeira, é "adequada" a inclusão da Abin e do Exército nas discussões, já que a disseminação de notícias falsas na internet pode ter impacto na segurança nacional, como nos EUA.

Cerdeira, no entanto, acredita que o conselho deveria ter membros de agências de checagem de notícias, associações da área de imprensa e empresas do setor privado. "O melhor combate às fake news se dará através do engajamento e da conscientização da própria sociedade, do entendimento de como diferenciar notícia falsa de notícia verdadeira, então me parece que faltam mais representantes da sociedade civil", opina.

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Segundo a reportagem apurou, os representantes do Exército e da Abin tiveram uma participação "discreta" na reunião desta segunda-feira. O próximo encontro está marcado para o dia 15 de janeiro.

Entre as atribuições do conselho estão o desenvolvimento de pesquisas e estudos sobre as regras eleitorais e a influência da internet nas eleições, "em especial o risco de fake news e o uso de robôs na disseminação das informações" e a proposição de "ações e metas voltadas ao aperfeiçoamento das normas".

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